O atacante Alberto teve que conviver durante sete rodadas do campeonato brasileiro com a desconfiança levantada pela imprensa e pelos torcedores de que não tem o faro do gol. Mais tarde, a incerteza virou crítica e, mesmo nesse momento, não perdeu a condição de titular, tal a confiança que o técnico Leão sempre depositou no atleta.

Sobrava ao jogador uma explicação: “Nunca fui fominha, quando vejo um jogador em melhor condição de fazer o gol, passo a bola”, disse o atleta que é um dos mais experientes do grupo, com 27 anos. Alberto sepultou as críticas há tempos, principalmente depois do gol de bicicleta que marcou contra o Corinthians, maior rival dos santistas, na vitória por 4 a 2, na fase classificação.

Depois da vitória de domingo sobre o Grêmio, pelas semifinais do torneio, em que marcou dois gols e readquiriu a condição de artilheiro da equipe, com 11 marcados até aqui, não há mais o que reclamar. São dele os três dos mais bonitos gols deste Brasileiro. A boa atuação no jogo contra os gaúchos fez com que o atleta dividisse o assédio da imprensa com as sensações Diego e Robinho. “O mais importante é que os gols ajudaram a equipe”, disse ele.

Alberto disse que achou os gols bonitos – um de fora da área, indefensável para Danrlei e outro de letra aproveitando um chute de Maurinho – e se preocupou em dedicá-los aos seus pais, que estavam na arquibancada da Vila Belmiro. “Minha mãe estava em Santos e disse para o meu pai para ele vir também, pois estamos passando por um período de muita concentração e fica difícil revê-lo”. O pai, José, aceitou e domingo torcia pelo Santos e, principalmente, pelo filho. “Eles passam uma energia muito positiva e é muito bom poder dedicar a eles o fruto do nosso trabalho”, emendou. “O Santos está jogando um bom futebol graças ao trabalho coletivo que fazemos; é um time em que um ajuda o outro e o resultado não poderia ser diferente”.

Tanto assim que os 54 gols marcados pelos santistas deixam o time de Leão com o segundo melhor ataque do campeonato e, embora pareça ser mérito de um grande artilheiro, nenhum jogador conseguiu disparar na frente dos outros. Alberto tem 11, Diego 10 e Robinho 9 gols, equilíbrio que só existe quando a importância do gol para o clube supera a ambição individual.