Seul  (AE)  – A Alemanha garante que está preparada até para enfrentar possíveis erros de arbitragem na semifinal contra a Coréia do Sul, amanhã, em Seul. O goleiro Kahn, que teve uma grande atuação na vitória do time alemão sobre os Estados Unidos por 1 a 0, pelas quartas-de-final revela que a Alemanha não vai se abater em campo se o juiz prejudicar sua equipe. Ele disse que o time não vai ter mesmo o comportamento da Espanha contra a Coréia.

“Podemos ter uma ou duas decisões da arbitragem contra nós. Isso é normal. É vantagem do time de casa. Se acontecer isso, não podemos perder a concentração. Devemos reagir. Se tivermos um gol anulado, vamos tentar fazer outro”, diz o goleiro alemão ressaltando que a Espanha ao sentir prejudicada pela arbitragem ficou excessivamente abalado.

Kahn deu a entrevista antes de a comissão de arbitragem da Fifa ter divulgado nome do juiz para apitar o jogo de amanhã, o suíço Urs Meier. Ele apitará o segundo jogo da Coréia no Mundial. O primeiro foi contra os Estados Unidos no empate por 1 a 1. O goleiro torce para que a arbitragem seja correta. “Espero que o nível de arbitragem seja excelente para valorizar uma semifinal de Copa do Mundo. Que o juiz tome decisões corretas durante o jogo”, prega o goleiro.

Apesar dos protestos da Espanha contra a arbitragem, Kahn elogiou a classificação da Coréia do Sul pela classificação para as semifinais. Ele destaca que o adversário se preparou muito bem para o Mundial. “A Coréia está jogando um grande futebol, e o país apoia realmente a equipe com muita vibração. Temos pela frente uma partida muito difícil”, espera o goleiro, que tem sido um dos pontos forte da Alemanha.

Contra os Estados Unidos, Kahn fez pelo menos três defesas difíceis no primeiro tempo. O goleiro, apontado como o melhor da competição até as quartas-de-final, admite que ficou muito tenso com o jogo disputado em Ulsan, por causa dos ataques do adversário. Kahn quer a classificação no tempo normal da partida. Ele admite que muitos jogadores chegaram ao Mundial sentindo o desgaste dos campeonatos na Europa, ao contrário do adversário desta terça, que, na Ásia, têm um calendário bem menos intenso.

Kahn espera que a Coréia sinta problemas pelo fato de a partida contra a Espanha, ter sido decidida nos pênaltis, após 120 minutos de tempo normal e prorrogação. Além disso, o jogo foi realizado um dia após o confronto da Alemanha e Estados Unidos, que não teve tempo extra.

Coreanos em alerta com “baderna”

A segurança nas ruas de Seul será bastante reforçada para a partida de amanhã, entre Coréia do Sul e Alemanha, informaram, ontem, autoridades do país. A preocupação não é com confronto de torcidas ou brigas isoladas, mas com a festa dos coreanos em caso de vitória do time da casa. Na comemoração pela classificação para as semifinais, houve sérios incidentes e mortes.

No interior, um carro dirigido por um jovem embriagado bateu num poste e matou duas pessoas. O acidente em Taejon deixou mais 7 machucados. No país, foram mais de 100 feridos.

Em Gwangju, palco do triunfo coreano sobre a Espanha, a festa invadiu a madrugada e preocupou os policiais. Os torcedores exageraram nas bebidas alcoólicas – o povo coreano já tem normalmente o costume de beber bastante. As casas noturnas exibiram, num telão, as principais imagens da partida. Até os poucos espanhóis, desanimados, entraram na dança. Apesar de pequenos incidentes, não houve nenhum fato relevante.

O que vier é lucro

A delegação coreana chegou ontem a Seul e fez o primeiro treino na capital do país. O algoz dos italianos, o meia Ahn Jung-Hwan, foi poupado por causa de dores no tornozelo direito. Sua presença contra a Alemanha ainda não está confirmada.

O técnico Guus Hiddink afirmou estar mais do que satisfeito com a campanha do time e que, a partir de agora, o “que vier será lucro”. O treinador aposta, mais uma vez, na velocidade de seus jogadores contra a pesada defesa alemã e, é claro, no 12.º jogador, o torcedor. Mais de 60 mil pessoas comparecerão ao Estádio de Seul para empurrar o time rumo a uma final histórica. Se isso ocorrer, Hiddink deve, até, virar nome de rua na capital. A preocupação do técnico holandês é com a forte jogada aérea do rival. O atacante Klose já marcou cinco gols na competição, todos de cabeça.