Mais uma vez Alexandro Pato mostrou que tem estrela. O atacante sempre marcou gols em todas as suas estreias e neste domingo, após quatro jogos fora da equipe por lesão muscular, saiu do banco de reservas no segundo tempo para virar o assunto do jogo. Sofreu e converteu um pênalti polêmico que garantiu a vitória do Corinthians por 2 a 1 no clássico contra o São Paulo.

Assim que o árbitro marcou a penalidade, o atacante mostrou que estava decidido. A primeira reação dele não foi comemorar ou pedir para que Rogério Ceni fosse expulso por ter cometido a falta. Pato prontamente levantou, pegou a bola e a colocou na marca do pênalti. Aguardou calmamente os cinco minutos de reclamação são-paulina e daí sim chutou para marcar o gol da vitória. Estava a todo momento seguro e convicto de que entrou em campo para mudar o jogo.

“Tinha treinado bastante pênaltis nos últimos dias e essa minha ausência dos últimos jogos foi positiva. Fisicamente me sinto bem”, afirmou. Pato fez questão de dizer que foi mesmo derrubado por Rogério Ceni e ainda afirmou que o goleiro tentou despistar após a marcação do pênalti, quando pediu atendimento médico e até se ajoelhou para tentar convencer o árbitro a repensar a marcação.

Na hora de comemorar o gol, Pato não pensou duas vezes e novamente roubou a cena. Correu e fez sinal para que a torcida do São Paulo se calasse. A postura rendeu a ele um cartão amarelo, mas ironicamente não foi reprovada pelo técnico Tite.

“Ele fez o sinal que eu gostaria de ter feito. Ninguém tem o direito de nos chamar de assassinos, como gritaram da arquibancada assim que entramos em campo. O futebol é de paixão pelo clube e não de desrespeito ao profissional”, comentou o treinador, que criticou o fato de a morte do garoto boliviano Kevin Espada ainda repercutir nas torcidas adversárias. “Certamente esse gritos vão acontecer mais vezes. É democrático? Sim. Mas também é democrático nós mandarmos calar a boca”, atacou.

O protagonista do clássico certamente começou o domingo chateado, porque na última hora perdeu a vaga de titular para Guerrero, que era dúvida. O peruano, aliás, foi a grande surpresa na escalação do técnico Tite, mas dentro de campo foi ineficaz e deu lugar a um substituto que foi o nome da partida.

Porém o técnico fez questão de frisar que a entrada de Pato não foi a mudança mais significativa que fez no jogo, mas sim uma decisão que tomou ainda no primeiro tempo, quando o São Paulo estava melhor. “Passamos o Danilo para a esquerda, o Emerson bem aberto na direita e o Romarinho se movimentando pelo meio. Com isso, readquirimos o ritmo após o São Paulo ter nos pressionado bastante”, explicou Tite, que creditou a essa alteração o gol de empate marcado por Danilo no fim do primeiro tempo.