Empresário do setor de segurança, Alfredo Ibiapina iniciou no mundo do futebol no final de 2009, com a eleição de Marcos Malucelli. Se tornou homem de confiança e tem trabalho nos bastidores desde que o presidente assumiu o Atlético.

Mas foi na semana passada que Ibiapina se tornou peça ainda mais importante para o futuro do clube. Com a debandada no departamento de futebol, ele assumiu as negociações dos reforços, junto com Malucelli.

O empresário foi chamado pelo presidente para ajudar no setor até que um novo diretor seja nomeado. Com uma linha de raciocínio diferente do que vinha sendo adotada, Alfredo Ibiapina chega com uma nova proposta: quer agilidade nas negociações.

Foi justamente a morosidade que tirou Everton das mãos do Furacão, abrindo espaço para que o Coritiba o contratasse do Caxias-RS. Outra história, um pouco mais remota, foi a do zagueiro Rhodolfo.

A demora em responder à oferta do Genoa, fez com que o clube italiano desistisse e o defensor acabou no São Paulo. “Antes de mais nada, a grande facilidade para o Atlético seria a agilidade. O Atlético precisa também ter mais critério. Precisa, realmente, decidir qual é a real necessidade do clube e, diante disso, procurar com mais agilidade”, explicou.

Com a experiência de já ter vivenciado o mundo das negociações ao lado de antigos diretores, Ibiapina no vê problemas em assumir o posto, embora ressalte veementemente que ainda não teve conversa alguma com Malucelli sobre isso.

“Não conversei com o presidente sobre isso. Ele não tem nenhum compromisso comigo. Como bom atleticano, quero seguir ajudando da melhor maneira possível. Ele deve nomear quem achar que tem capacidade”, frisou.

Ibiapina tem conversado bastante com Adilson Batista para não cometer erros nas negociações.”As novas estão sendo avalizadas pelo Adilson e serão bem melhores”, disse, confiando que preenche os requisitos que um novo diretor de futebol atleticano tem que ter. “Tem que fazer o Atlético pensar grande. Este tem que ser o perfil”, afirmou.