O presidente Andrés Sanchez chorou na sua despedida de Mano Menezes, novo técnico da seleção brasileira, e agradeceu ao trabalho do treinador nos três anos em que dirigiu o Corinthians. Irritado, garantiu que não interferiu na definição do novo comandante do Brasil e disse que ainda não definiu quem vai dirigir a equipe a partir de agora.

“Poucas pessoas cumpriram tudo comigo”, disse Andrés. “Eu tinha um projeto de ficar até o final do meu mandato com o Mano, mas não dava para cumprirmos. Só posso agradecer a tudo o que ele fez. Um grande cidadão, o que ele fez em três anos eu não vou esquecer. Saiba que o Corinthians vai estar sempre com as portas abertas”, agradeceu.

Andrés garantiu que não cogitou exigir que Mano cumprisse o seu contrato com o Corinthians, como o Fluminense fez com Muricy Ramalho, primeira opção da CBF para assumir a seleção brasileira. “Jamais eu vou prejudicar ou atrasar a vida de alguém. A seleção é o top e eu não queria ser o responsável por evitar a realização de um sonho de alguém que me ajudou nesses três anos. E eu acho que a nação brasileira merece pessoas como o Mano. Eu não poderia negar o sonho de um treinador, a realização de um sonho de vida pessoal. O Corinthians era grande sem o Mano e continuará sendo porque as pessoas passam”, afirmou.

Chefe da delegação da seleção brasileira na Copa do Mundo, Andrés descartou qualquer interferência na escolha de Mano Menezes para substituir Dunga. “Eu não interferi. Eu sei o meu tamanho, sei o meu limite, eu faço aquilo que eu posso fazer”, reclamou o dirigente corintiano.

Andrés evitou revelar seus nomes preferidos para substituir Mano Menezes, mas admitiu pressa para definir o novo técnico da equipe. “Eu não sei quem vai ser o treinador. Temos 3 ou 4 nomes e vamos discutir isso”, disse o dirigente. “[Será] o quanto antes. Existem vários valores que pesam em uma contratação de um treinador”.

O dirigente ressaltou que a ação movida por Adílson Batista contra o Corinthians não é um fator impeditivo para que ele seja contratado pelo clube. “Vamos contratar primeiro o profissional, depois vamos acertar os problemas trabalhistas. Isso aí está do outro lado. Quero um comandante que fique até o final do mandato [fevereiro de 2012]. Não tem entrave nenhum sobre isso”.