O médico do São Paulo, José Sanchez, disse nesta terça-feira que o quadro atual da dengue do meia Michel Bastos por enquanto não exige internação. Como não está debilitado, o jogador vai ficar apenas em observação neste primeiro momento. Porém, vai exigir atenção extra porque nos próximos dias a doença vai entrar em ciclo decisivo em que pode haver piora.

Os primeiros sintomas começaram na última quinta-feira, com picos de febre. O jogador chegou a ficar fora de quatro dias de treinos, como nesta terça-feira. “Existe uma tendência do quinto ao sétimo dia do quadro passar para uma melhora ou até uma piora, com sintomas de vômito e diarreia. Ele vai ficar em observação e queremos colocá-lo para treinar atividades físicas leves quando possível”, disse o médico.

Sanchez também teve dengue e evitou comentar a possibilidade do meia voltar ao time na próxima semana, quando o São Paulo enfrenta o Cruzeiro, em Belo Horizonte, pela partida de volta das oitavas de final. O desfalque dele para o jogo de ida, no Morumbi, se dá por precaução, pois, segundo o médico, o quadro de Michel Bastos não é o dos mais graves, como houve com o atacante Guerrero, do Corinthians. O peruano ficou internado no hospital.

“A virulência pode ser variada. Eu, por exemplo, tive dengue e fiquei de cama por dez dias. O vírus está causando problema para ele e é importante ficar fora para poder se recuperar bem”, explicou o médico. O São Paulo chegou a consultar um infectologista para acompanhar a análise dos exames do jogador, que nesta terça-feira chegou a se apresentar no CT da Barra Funda e queria treinar. “Estamos falando de um atleta que atua em esporte de alto rendimento e estaria sujeito a um esforço físico de alta intensidade se jogasse. Temos que respeitar o quadro clínico.”