A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) não demorou para reagir ao anúncio da Honda, que confirmou nesta sexta-feira o fim de sua equipe na da Fórmula 1. O presidente da entidade, Max Mosley, voltou a insistir na idéia de um projeto único de motores, com a intenção de reduzir os custos das escuderias.

O dirigente enviou carta a todas as equipes, em que afirma já ter inclusive uma fabricante escolhida para construir os propulsores a partir de 2010. A Cosworth, empresa britânica que dominou o fornecimento de motores da categoria nos anos 70, ganhou uma concorrência instituída pela federação no início de novembro.

De acordo com Mosley, as equipes receberão projetos de motores e sistemas de transmissão, estes fornecidos pela fabricante XR. Então, as escuderias poderão tomar dois caminhos – comprar as peças prontas ou montá-las a partir de um sistema padronizado.

A grande vantagem da proposta, sobretudo para quem comprar os motores e sistemas de transmissão, é financeira. De acordo com Mosley, as equipes poderão adquirir os motores por cerca de 5,5 milhões de euros (cerca de R$ 17,5 milhões) por ano. O custo atual é pelo menos três vezes maior.

“O anúncio da Honda confirmou uma preocupação de longa data da FIA, de que o custo do Mundial estava cada vez mais insustentável. Como guardiã do esporte, a FIA está comprometida a, junto do detentor dos direitos comerciais [Bernie Ecclestone] e da Associação das Equipes (Fota), trabalhar para que a categoria seja financeiramente sustentável”, disse Mosley.