A diretoria do Corinthians realizou uma reunião de 3 horas e 30 minutos de duração, na tarde desta quinta-feira, para analisar a má fase do time e a continuidade do trabalho de Tite. A decisão foi pela permanência do técnico, que já está no cargo há três anos e tem contrato até dezembro.

O Corinthians chegou a quatro jogos seguidos sem vitória na quarta-feira, quando perdeu para o Grêmio, em Porto Alegre, pela 29ª rodada do Brasileirão – antes, vinha de três empates por 0 a 0 com Atlético-MG, Atlético-PR e São Paulo. Assim, ficou com 37 pontos, ameaçado pelo rebaixamento.

Diante desse cenário complicado, Tite ficou ameaçado de demissão. Mas a reunião desta quinta-feira, que contou com a participação do presidente Mário Gobbi, do diretor Roberto de Andrade, do diretor-adjunto Duilio Monteiro Alves e do gerente Edu Gaspar, definiu a permanência do treinador.

Depois da derrota por 4 a 0 para a Portuguesa, no dia 29 de setembro, Tite chegou a entregar o cargo, mas os jogadores pediram para ele ficar e a diretoria não quis trocar o comando. Agora, quando a crise não para de aumentar, os dirigentes fizeram uma nova análise e resolveram manter o técnico.

Em sua segunda passagem pelo Corinthians, Tite assumiu o cargo em setembro de 2010. E, mesmo com alguns percalços como a eliminação para o Tolima, fez enorme sucesso, conquistando os títulos do Brasileirão (2011), Libertadores (2012), Mundial (2012), Paulistão (2013) e Recopa (2013).

Mantido no cargo, Tite tem o desafio agora de evitar o rebaixamento corintiano no Brasileirão – neste sábado, o jogo é com o Criciúma, em Itu, no interior de São Paulo. E também luta para buscar o título da Copa do Brasil, na qual disputa as quartas de final na quarta-feira contra o Grêmio.