O vice de futebol Aramis Tissot irá decidir nos próximos dias se continuará à frente do Tricolor, ou não. Os fatos do início da semana – quando atletas optaram por paralisação para reivindicar salários atrasados dos funcionários – deixaram o dirigente extremamente desgostoso. “Me senti traído por esse grupo”, disparou. “Por isso, vou ter uma conversa com eles lá por segunda ou terça. Dependendo do que ouvir, posso deixar o cargo”.

Tissot explicou que essa conversa só não ocorrerá antes porque irá se submeter a exames – de coração – no dia de hoje e depois os atletas estarão envolvidos com o jogo em Toledo.

“Admito que cometemos alguns erros em todo esse processo. Mas, não posso aceitar o caminho que os jogadores tomaram. Isso denegriu a imagem do clube e os danos econômicos são incomensuráveis”, garantiu. Segundo Tissot, as notícias negativas fizeram com que dois patrocinadores recuassem nas transações.

O dirigente confirmou que a situação financeira do clube é extremamente delicada e sem solução a curto prazo. “Nos últimos anos, mais de cem jogadores passaram por aqui. Vamos ter muitos problemas nos próximos meses. Por isso, não iremos fazer loucuras. Nosso grupo é enxuto e seguirá assim”, assegurou.

“Precisamos de cinco ou seis jogadores e estamos trabalhando para isso. Agora, todos aqui sabem como está difícil buscar recursos. Então, quem não estiver satisfeito, que passe no departamento pessoal”, avisou.

Tissot rebateu críticas de que não esteja presente no dia a dia do clube. “Não tenho obrigação nenhuma de estar diariamente no clube. Isso é função para profissionais da área.E, sobre parabenizar os jogadores pela classificação à próxima fase do Paranaense? Parabenizar por quê? Isso é obrigação”, arrematou o dirigente.

As declarações do vice foram logo após o empate com o Sport. Ontem, os jogadores evitaram o assunto e disseram que não estavam autorizados a falar sobre o tema.