O árbitro paranaense Evandro Rogério Roman, 37 anos, está ameaçado de perder o escudo Fifa. Na quarta-feira, ele não conseguiu atingir os índices físicos para aprovação em um teste realizado pela Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, em Florianópolis, Santa Catarina. “Na minha opinião, foi mais uma opção por fazer o teste no Rio de Janeiro, dia 21 de setembro, que uma reprovação”, minimizou Roman, que chegou a se lesionar durante o mês de abril. Além dele, apenas o árbitro Heber Roberto Lopes e o assistente Roberto Braatz tem o distintivo Fifa no Paraná – ambos passaram na etapa catarinense.

O presidente da comissão de arbitragem no Paraná, Afonso Victor de Oliveira, disse não acreditar que Roman venha a perder o distintivo Fifa. “Recentemente ele reprovou em um teste da CBF, mas depois passou com folga”, ponderou. Para o ex-árbitro Valdir Bicudo, a arbitragem paranaense precisa de um maior suporte na parte física. “Uma necessidade específica é o fortalecimento dos núcleos de treinamento físicos para árbitros no interior”, disse.

Os testes físicos da Fifa são realizados em duas etapas. Primeiro, são seis corridas de 40 metros, que precisam ser concluídos em pelo menos 6,2 segundos. Depois, são 20 piques de 150 metros, com tempo máximo de 30 segundos. A idade limite para pertencer a quadro da Fifa é 45 anos.

Além de Romam, não atingiram os índices exigidos pela comissão nacional de árbitros da CBF, os árbitros Leonardo Gaciba da Silva (RS), os assistentes Hilton Moutinho (Fifa-RJ), Erick Bandeira de Melo (Fifa-PE) e as assistentes Katiuscia Berger (Fifa-ES) e Maria Elisa (Fifa-SP). Wilson Luís Seneme (Fifa-SP), não participou dos testes por que não atingiu os índices nos testes físicos da Fifa realizados em Assunção (Paraguai), na semana passada, onde acabou se contundindo.