Muito atraso, pouca conversa e algumas reuniões. Este é o melhor resumo para a rapidíssima passagem da comissão de vistoria da Fifa e do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 (COL) em Curitiba.

O grupo de cinco pessoas, liderado pelo arquiteto Carlos de la Corte, ficou pouco mais de quatro horas na capital do Estado, fazendo o trajeto Aeroporto Afonso Pena – Arena da Baixada – Aeroporto Afonso Pena. Em uma avaliação puramente técnica, o grupo fez apenas pequenos apontamentos sobre o projeto de conclusão do Joaquim Américo.

A equipe da Fifa, vinda de Porto Alegre, atrasou três horas. O início da vistoria, previsto para as 10h, começou pouco depois das 13h, e durou exatamente quarenta minutos.

Eles não avaliaram todo o estádio, apenas as obras do setor Brasílio Itiberê, que não tinham sido avaliadas pelo COL, e os locais onde acontecerão as adaptações pedidas pela Fifa -principalmente nas saídas de emergência e na modificação do local dos vestiários.

Ciceroneados pelo superintendente do Atlético, Renato Requião, e pelo gestor da Copa-2014 em Curitiba, secretário Luiz de Carvalho, os emissários fizeram apontamentos “pequenos”, segundo Suzana Lins, engenheira do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba.

“Na verdade, nós precisamos esclarecer algumas coisas”, disse Suzana. Para o secretário Luiz de Carvalho, que foi o responsável por conversar com os jornalistas (nem a equipe de De la Corte, nem o representante do Atlético falaram), as normas de segurança da Fifa foram repassadas na conversa de ontem. “São poucas obras a serem feitas, nos setores de segurança, visibilidade e acessibilidade”, explicou.

A preocupação é pela facilidade do acesso e da saída dos torcedores, pela visibilidade total – tanto do campo quanto dos patrocinadores da Copa-2014 – e pela privacidade de atletas e árbitros, evitando o contato com os jornalistas, à exceção da zona mista e da sala de conferências.

Esses ajustes no projeto serão apresentados em quinze dias, após contatos dos arquitetos do Ippuc com os responsáveis pela obra na Arena. Tirando estes pontos, o secretário municipal garantiu que o estádio do Atlético passou bem no “teste’.

“A visão é positiva. Podemos perceber neles uma satisfação em relação à Curitiba. Aqui as coisas estão bem adiantadas, e eles sabem que são poucas as obras que precisam ser feitas na Arena”, disse Luiz de Carvalho.

Sobre o tema da semana, a decisão do Atlético de não investir na conclusão da Baixada de acordo com os requisitos da Fifa, o gestor municipal preferiu não polemizar.

“Acho que a diretoria do clube está certa, há pessoas responsáveis que sabem o que fazer. O que posso dizer é que o governo do Estado, a prefeitura de Curitiba e o Atlético estão com o discurso afinado, e sincronizados para acabar com esse impasse”, finalizou Carvalho.