Maurílio e Márcio juntos
anotaram 11 dos 15 gols paranistas.

A vitória sobre o Flamengo determinou um salto de três posições na classificação do Brasileirão. A goleada comprovou o bom momento do ataque tricolor. Com 15 gols, o Paraná Clube possui a melhor média de gols entre os 26 clubes da Série A: 2,14 gols/jogo. Uma ligeira vantagem sobre o Atlético Paranaense, que vem em segundo com a média de 2 gols/jogo. O ataque mais positivo da competição é do Atlético Mineiro, com 17 gols, mas a equipe de Geninho, Hélcio e companhia já atuou nove vezes. Detalhe: dos 15 gols, 11 foram marcados pela dupla Maurílio (5) e Márcio (6).

O técnico Otacílio Gonçalves reconhece que o time está em ascensão e agora precisa encontrar o equilíbrio para começar a somar pontos também fora de casa. Este vem sendo o obstáculo principal para que o Tricolor consiga superar o bloco intermediário e se aproximar das equipes que integram a “zona de classificação”. Em aproveitamento, o Paraná é o 12.º colocado. “Teríamos números ainda mais expressivos se tivéssemos ao menos empatado fora de casa”, lembra o meia Émerson. O Paraná conseguiu bons jogos contra Portuguesa e Santos e só deixou a desejar contra o Bahia, onde, apesar de tudo, marcou dois gols.

Um obstáculo para que o time consiga manter o mesmo rendimento, independente do local da partida, são as constantes mudanças efetuadas. Principalmente no setor de meio-de-campo, que já foi formado com dois, três e até quatro jogadores de marcação. “Muitas destas alterações se devem à lesões e suspensões. Mas, é algo que precisamos superar, pois o campeonato é longo e dificilmente um time consegue permanecer inalterado”, comentou Otacílio. O treinador já “quebra a cabeça” para encontrar soluções viáveis para o jogo de amanhã, em Campinas, frente à Ponte Preta.

O capitão Maurílio, lesionado, e o volante Goiano, suspenso, estão fora do jogo. O Paraná ainda corre o risco de perder Sidnei, que reclama de dores no joelho esquerdo e passa por um teste hoje pela manhã. O treinador já confirmou a manutenção de Waldir no ataque, após seu bom desempenho frente ao Flamengo. Ele entrou aos 16 minutos do primeiro tempo, incomodou a defesa adversária e ainda fez as assistências para os gols de Márcio e Fabinho. Será a primeira oportunidade do baixinho – 19 anos e 1,67m – como titular da equipe principal.

Tricolor tenta desencantar jogando fora

O Paraná corre atrás de seus primeiros pontos fora de casa para escapar definitivamente das últimas colocações do campeonato brasileiro. A tabela pode não ser animadora para um time que sofreu três derrotas nos jogos em que atuou como visitante. O Tricolor enfrenta a Ponte Preta, amanhã, retorna a Curitiba para o clássico com o Atlético e depois faz outros dois jogos fora, contra Atlético Mineiro e Corinthians.

“Esta, então, é a hora de garantirmos bons resultados e não somente boas atuações fora de casa”, disse Otacílio Gonçalves. Neste Brasileirão, o Tricolor disputa mais oito jogos em casa e dez fora, um deles o clássico frente ao Coritiba, no Couto Pereira. A diretoria espera para esta semana uma definição em relação ao estádio Pinheirão. O Corpo de Bombeiros deveria encaminhar ontem um laudo ao Ministério Público. “Tudo correu normalmente na vistoria e estamos confiantes na liberação do Estádio”, disse Luiz Carlos Casagrande, relações públicas do departamento de futebol.

A partir da liberação do Pinheirão, o Paraná adotará o estádio da Federação Paranaense de Futebol como “sua casa”. Porém, o clássico de sábado, frente ao Atlético, deve ser confirmado para o Couto Pereira.