Athletico e Coritiba receberam com surpresa a notificação da Turner, na qual o grupo de mídia alega descumprimento de cláusulas, por parte dos clubes, do contrato de transmissão do Brasileirão em TV fechada. A empresa garante que as violações são suficientes para realizar a rescisão do acordo, cuja multa é de cerca de R$ 300 milhões por clube.

Além da dupla Atletiba, Bahia, Ceará, Fortaleza, Internacional, Palmeiras e Santos têm contrato ativo com a dona dos canais TNT e Space.

O sentimento geral dos dirigentes é de traição. Especialmente para o presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia, que sempre foi um entusiasta do relacionamento com o Esporte Interativo (EI) – canal esportivo encerrado pela Turner em agosto de 2018.

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Na visão de Petraglia, a entrada do grupo americano no futebol nacional era uma saída ao domínio da Rede Globo, tão criticada por ele. E as luvas de R$ 40 milhões recebidas na época da assinatura, em 2016, reforçavam o discurso de uma “nova era”.

Agora, com a Turner deixando claro que pode buscar seus direitos na Justiça, o clube estuda como vai tratar do assunto. O Rubro-Negro só perde para o Palmeiras em número de jogos exibidos em TV aberta para a mesma praça onde foram realizados, principal desrespeito contratual indicado pela Turner.

O Coxa, por outro lado, se vê no meio de uma briga que não é dele. Como disputou a Série B em 2019, o clube não tinha contrato ativo para a TV fechada. Porém, na notificação da empresa americana, o Alviverde foi tratado como se também tivesse cometido as irregularidades imputadas aos outros times.

Desta forma, o clube avalia uma eventual ação judicial pedindo o valor da milionária multa rescisória — ou ao menos uma robusta compensação financeira. Isso, claro, apenas se Turner realmente encerrar o acordo válido até a temporada 2024.

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