A vitória por 1×0 sobre o Atlético-MG, no sábado (17), na Arena da Baixada, marcou a estreia do lateral-esquerdo Adriano com a camisa do Athletico. O jogador, que estava há quase um mês no clube treinando, foi titular da partida e ficou em campo até os 35 minutos do segundo tempo, quando foi substituído por Márcio Azevedo.

“É um dia especial pra mim, a minha reestreia no Brasil depois de muitos anos. É inevitável ter uma ansiedade. São muitos anos de carreira, mas a ansiedade existe. Até devido ao fato de eu estar há muito tempo sem competir, mas estou feliz por sentir essa atmosfera da torcida na Arena. Fui muito bem recebido desde a minha chegada. Espero poder escrever minha história aqui”, disse o jogador.

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Aos 34 anos, Adriano retornou ao futebol brasileiro depois de 15 anos. Em 2004, ele deixou o Coritiba e fez carreira na Europa, defendendo Sevilla e Barcelona, da Espanha, e Besiktas, da Turquia. Neste retorno, foi procurado também por Santos e São Paulo, mas a estrutura do Rubro-Negro acabou falando mais alto para o acordo.

“Feliz de ter a oportunidade de estar em um clube com a metodologia de trabalho que tive na minha carreira toda. Fica mais fácil de se adaptar com o clube dando a estrutura de continuar sua carreira. E isso pesou muito, além de estar na minha cidade”, explicou ele.

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Nem mesmo o fato de trocar de rival atrapalhou os planos do lateral. Identificado com o Coxa, o atleta garantiu que isto não atrapalhou na hora de negociar com o Athletico.

“Quando eu estive com o presidente, eu falei que tinha um passado e um carinho muito grande pelo Coritiba, foi o clube que me revelou, mas sou profissional. A minha decisão foi essa, decidi tranquilamente e não vi nenhum problema. Eu saí do Coritiba pela porta da frente e hoje optei por jogar pelo Athletico”, afirmou.

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Adriano estreou pelo Furacão na sua posição de origem, mas não descarta atuar em outros setores do campo, inclusive na lateral-direita, onde chegou a ser utilizado no começo da carreira, por ser destro. No Velho Continente ele também atuou como volante, meia e até zagueiro.

“Essa foi uma das conversas que tivemos no começo (com o técnico Tiago Nunes). Eu mesmo falei que estava à disposição para jogar tanto na direita quanto na esquerda, até mesmo no meio-campo se for o caso. Nos últimos três anos pelo Besiktas atuei pelo meio. Estou aqui para ajudar”, finalizou o jogador.