A punição imposta pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) ao Athletico e ao presidente do clube, Luiz Sallim Emed, por conta da ‘torcida humana’ no clássico com o Coritiba, em janeiro, foi questionada pelo Furacão.

+ Leia também: Conheça o Tolima, primeiro adversário do Furacão na Libertadores

Em nota, o Rubro-Negro afirmou que o TJD-PR “assumiu uma atribuição que não é sua” e que será responsabilidade do Tribunal qualquer briga ou ato de violência que aconteça na Arena da Baixada por conta da separação de torcidas.

+ Mais na Tribuna: Experiente, Nikão se vê com o estilo da Libertadores

Além disso, o Athletico afirmou que foi punido por se preocupar com o combate à violência e que a multa não estava prevista no regulamento do Campeonato Paranaense, o que fugiria da alçada do TJD-PR.

O Furacão foi penalizado com uma multa de R$ 200 mil, enquanto Sallim Emed foi suspenso por 360 dias, sem poder exercer sua função neste período. O clube garantiu que irá recorrer da decisão.

Confira a nota do Athletico na íntegra:

O Athletico Paranaense foi surpreendido, na última segunda-feira (25), pela decisão proferida pelos membros da 1ª Comissão Disciplinar do TJD-PR (Dr. Rodrigo Fedatto, Dr. Gabriel Sprea Torquarto e Dr. Leonardo Reichmann Moreira Pinto), envolvendo a partida entre o Athletico e o Coritiba Foot Ball Club.

O Athletico foi penalizado por quatro condutas, que na verdade é uma só, com uma pena de 200 mil reais (metade da quantia que o Athletico recebeu pela cessão dos direitos de televisionamento de todo o campeonato). Já o presidente do Conselho Administrativo, Luiz Sallim Emed, recebeu uma pena de suspensão por 360 dias (quase 1 ano), o que sequer era pedido do Procurador Geral do TJD-PR, Dr. Pedro Henrique Val Feitosa.

As acusações ao Athletico foram de promover a venda de vouchers ao invés de ingressos; não disponibilizar cinco pontos de venda de ingressos; não destacar setor reservado à torcida visitante; e restringir o acesso de torcedores visitantes portando vestimentas.

Por sua vez, a acusação ao presidente Luiz Sallim Emed foi a de descumprir decisão da Presidência do TJD-PR proferida na antevéspera da partida.

Sem adentrar aos aspectos legais da medida intentada pelo Procurador Geral do TJD-PR (que sequer deveria ser recebida), bem como da decisão tomada pelos auditores acima nominados (sem lastro, de forma desproporcional e em contrariedade à Lei), o Athletico vem por esta nota repudiar veementemente esta premeditada e teratológica decisão tomada pelos membros da 1ª Comissão Disciplinar do TJD-PR.

Na verdade, o TJD-PR assumiu atribuição que não é sua para ir contra um projeto de iniciativa do Ministério Público Estadual e que busca a paz nos estádios. Para isto, organizou-se nos bastidores e realizou manobras ou malabarismos para punir o Athletico de qualquer jeito e no maior montante possível. Quis fazer valer uma condição que não está prevista no regulamento da competição ou na Lei.

Dentro deste contexto, o Athletico antecipa que qualquer ato de violência que possa vir a ocorrer em jogos que tenham que se realizar com esta divisão de torcidas será responsabilidade exclusiva do TJD-PR.

O Athletico não admite ser prejudicado desta maneira, sendo reconhecidamente o clube do futebol brasileiro que mais investe e se preocupa com o combate à violência e o retorno das famílias ao estádio.

Deste modo, informa aos seus Sócios e torcedores que adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para que esta injusta punição seja revertida o mais breve possível.

+ APP da Tribuna: As notícias de Curitiba e região e do Trio de Ferro com muita agilidade e sem pesar na memória do seu celular. Baixe agora e experimente!