O Athletico é campeão da Copa do Brasil. Depois de 18 anos, o Furacão voltou a levantar um troféu nacional. Desta vez, uma conquista inédita, que veio após derrotar o Internacional no Beira-Rio, com o placar agregado em 3×1. Título que tirou o futebol paranaense da fila neste torneio e também colocou o Furacão no hall dos campeões.

O Rubro-Negro é o 16º time a faturar a Copa do Brasil. Conquista que veio com ‘metade do caminho’ já percorrido sem nem precisar entrar em campo. Por estar na Libertadores, o Athletico entrou direto nas oitavas de final, pulando as quatro primeiras fases. O que não quer dizer que teve vida fácil.

Logo de cara, veio o Fortaleza, que voltou este ano para a Série A. Um pouco antes, os dois clubes já tinha se cruzado pelo Brasileirão, com os cearenses levando a melhor por 2×1. No mata-mata, no Castelão, o 0x0 se arrastou, enquanto na volta, veio a vitória suada por 1×0, com gol de Marco Ruben nos minutos finais, que garantiu a vitória e a classificação sem o sofrimento dos pênaltis. O que não se repetiu nas fases seguintes.

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Veio então o Flamengo, que vinha embalado com o técnico Jorge Jesus no comando e uma sonora goleada por 6×1 sobre o Goiás. Porém, o time de Tiago Nunes passou por cima, atuando melhor e criando as melhores chances, tendo, inclusive, dois gols anulados pelo VAR. Mesmo assim, saiu na frente, com gol de Léo Pereira. Só que em uma vacilada da marcação, Gabigol deixou tudo igual.

Léo Cittadini marcou o gol que deu o título ao Furacão. Foto: Albari Rosa
Léo Cittadini marcou o gol que deu o título ao Furacão. Foto: Albari Rosa

Na volta, no Maracanã, um novo 1×1, em situação inversa. Gabigol abriu o placar para os flamenguistas e Rony empatou. Resultado que levou a disputa da vaga para os pênaltis. E aí brilhou Santos. Com mais de 70 mil pessoas no Maracanã, o goleiro pegou duas cobranças e ajudou o Athletico a voltar à semifinal depois de seis anos. Pela frente, o Grêmio, mesmo adversário de 2013.

Contra os gaúchos, foi a tarefa mais difícil. Irreconhecível, o Furacão perdeu em Porto Alegre por 2×0, escapando até de uma goleada, mas reuniu forças para reagir na Arena. Com o Caldeirão lotado, o Rubro-Negro teve uma atuação quase perfeita, encurralou os comandados de Renato Gaúcho e devolveu o placar de 2×0, com gols de Nikão e Marco Ruben, que encerrou um jejum de 11 jogos sem marcar na hora certa.

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Então, outra vez o time atleticano se viu na marca do cal. E mais uma vez Santos brilhou, pegando o chute de Pepê, enquanto seus companheiros acertaram todas as cobranças. Era o Athletico na final, contra o Internacional.

Rony teve boa participação na campanha do título. Foto: Albari Rosa
Rony teve boa participação na campanha do título. Foto: Albari Rosa

Quis o sorteio que o primeiro jogo fosse na Arena, onde o Furacão fez a lição de casa e venceu por 1×0, levando vantagem para o Beira-Rio. O empate era o suficiente e o Rubro-Negro jogou com o regulamento embaixo dos braços, mas marcou no final e venceu por 2×1, comemorando no apito final.

Resultado que reafirma o Athletico entre os grandes. Assim como foi em 2001, quando faturou o Brasileirão, o Furacão engoliu os que se diziam favoritos. Um a um foi eliminando e agora vai enfileirando troféus em sua galeria. No ano passado, já tinha conquistado a Sul-Americana, algo que poucos brasileiros conseguiram.

É um novo momento do time atleticano, que disputará a Libertadores pela segunda vez consecutiva. A terceira em quatro anos. O Rubro-Negro já escreveu sua história. E não quer parar por aí.