O sucesso do Athletico em campo nesta reta final de temporada, com a conquista da Copa Sul-Americana vai impactar diretamente o caixa do clube em 2019. O tão esperado protagonismo dentro de campo prometido recentemente pelo presidente do Conselho Deliberativo, Mário Celso Petraglia, pode chegar no ano que vem, com uma capacidade financeira maior para investir no futebol. Com um calendário recheado, especialmente pelo retorno à Libertadores, o Furacão, no pior dos cenários em campo, terá garantido pelo menos R$ 52 milhões.

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Esse montante o Rubro-Negro vai garantir se for vice-campeão da Copa Suruga e da Recopa Sul-Americana, se não avançar para as oitavas de final da Libertadores e se não conseguir passar das oitavas de final da Copa do Brasil. Isso contando com a receita de televisão. O acordo com a Rede Globo ainda não está fechado, mas deve render cerca de R$ 35 milhões.

Além disso, o Athletico tem outros recebíveis e que vão aumentar seu fluxo de caixa para a próxima temporada. O clube terá ainda o valor de transferências de atletas. A venda do atacante Pablo para o São Paulo, por exemplo, renderá R$ 35,5 milhões. O Furacão também vai gerar mais receitas com bilheterias, quadro de sócios e patrocinadores.

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Esses três últimos itens devem aumentar consideravelmente por conta da ótima fase do time atleticano dentro de campo. Já na reta final da temporada, quando chegou à final da Copa Sul-Americana, o Furacão garantiu mais sócios e isso deve virar rotina a partir do início de 2019 por conta do calendário mais recheado. A meta da diretoria é, um dia, chegar à marca de 40 mil associados. Novos patrocinadores e, quem sabe, até a definição do naming rights da Arena da Baixada, que é um dos objetivos da cúpula atleticana desde a reforma e ampliação do estádio, em 2014, também são focos interessantes de recursos para o clube a partir do ano que vem.

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Já no melhor dos cenários, inclusive com uma possível conquista do título da Libertadores e participação no Mundial de Clubes, o Athletico poderia receber só de premiações das competições e verba de televisão cerca de R$ 184 milhões. Para isso, o Furacão, em campo, teria que garantir os títulos da Recopa Sul-Americana, da Copa Suruga, da Libertadores, da Copa do Brasil, além da participação da semifinal do Mundial. Se chegar à decisão, por exemplo, esse valor pode ficar ainda maior. Isso sem contar o dinheiro que receberá pela campanha no Campeonato Brasileiro, que, nos valores de 2018, podem variar de R$ 750 mil até R$ 18 milhões.

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Este cenário favorável ao Athletico em campo é difícil de acontecer, mas se conseguir boas participações nas competições, aliado aos recebíveis com transferências de jogadores, bilheterias, sócios e patrocinadores, certamente darão boas condições à diretoria de investir em um time a altura dos campeonatos que o clube terá pela frente. Na semana passada, durante a apresentação da nova identidade visual do Furacão, Mário Celso Petraglia garantiu que o momento de protagonismo no futebol rubro-negro chegou.

Pelo menos nas finanças isso pode acontecer de fato. A diretoria terá mais recursos para tornar o Athletico, que é um dos clubes mais estruturados das Américas, em um dos melhores times do continente. Na verdade, o Furacão seguirá com seu projeto de crescimento, que em um primeiro momento, atingiu a área patrimonial e, enfim, atingirá agora diretamente os resultados em campo do time rubro-negro.

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