Diretor de comunicação do estúdio SPIRIT Animation, responsável pela criação das novas mascotes do Athletico, Fernando Macedo defende a estratégia de se aproximar do púbico infantil, lembrar personagens da Disney e utilizar um cachorro como uma das personagens da nova identidade do Furacão.

Desde 2006, a torcida do rival Coritiba utiliza o termo poodle para brincar com os atleticanos, por causa de uma foto do então atacante rubro-negro Pedro Oldoni com dois cachorros da raça nos braços em uma reportagem da Tribuna do Paraná da época.

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“Obviamente, a gente tem que fugir de um poodle, sem dúvidas. Agora, o cachorro é o elemento mais amado por crianças no mundo e por muitos adultos. É muito forte, fofo, é show de bola”, explica Macedo. “A gente deixar de colocar um elemento tão sensacional só porque a torcida do Coritiba tira sarro é muito irrelevante. Não tem porque deixar isso de lado porque tem essa piada de um poodle. É sensacional termos um cachorro na Família Furacão e vai agregar bastante”, prossegue.

Além do cachorro, chamado de “Fura-cão”, a Família Furacão conta com um pai, uma mãe, um filho e uma filha. Macedo reconhece que a SPIRIT recebeu algumas criticas pelo resultado final apresentado, mas defende a composição.

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“A recepção foi bem dividida, como a gente já esperava. Mas vimos muita gente feliz. As crianças tirando foto, se identificando, olhando para o Capitão Furacão, para as crianças, querendo esmagar o cachorrinho, além do forte apelo com o público feminino”, exalta Macedo.

Segundo o diretor da empresa, o objetivo principal era inovar, buscando inspiração nas mascotes dos esportes norte-americanos, que fazem grande sucesso. “A gente fez vários estudos e possibilidades de animais. Todos já foram feitos, não seria único”, conta.

A empresa cogitou oficializar um Furacão como mascote, mas acabou desistindo. “O Furacão em si é muito sem graça, não tem pernas, é um elemento muito estranho de trabalhar, não fica legal, apesar do conceito ser legal. Já a família unida, com a raça da torcida, consegue formar o furacão que treme a Baixada”, defende.

Petraglia e Disney

Uma das críticas recorrentes recebidas pela SPIRIT foi de que as novas mascotes parecem personagens da Disney. Argumento que a empresa recebe como elogio.

“O que mais ouvimos foi isso. O que para nós é um elogio, porque ninguém consegue personagens mais carismáticas que a Disney. Se conseguirmos o impacto positivo que eles têm, será maravilhoso”, assegura Macedo.

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O diretor também comentou a participação direta de Mario Celso Petraglia, presidente do Deliberativo e mentor intelectual das mudanças promovidas pelo Athletico, na composição das novas mascotes.

“O Petraglia esteve presente, com uma série de pessoas envolvidas e sempre avaliando em conjunto diferentes opiniões e óticas. Foi bem colaborativo. A gente não queria nada que posse para o adulto se apaixonar. A mascote é para o universo infantil”, completa Macedo.

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