Depois de um 2019 quase perfeito, o Athletico tem muito mais desafios para buscar em 2020. O crescimento do clube em pouco mais de dois anos, desde o título da Sul-Americana até o da Copa do Brasil, tornam a próxima temporada essencial na luta do clube para a busca do crescimento e mudança de patamar no cenário nacional e internacional.

Seguir conquistando títulos

Bicampeão do Estadual com a equipe de aspirantes, título da Sul-Americana, Levain Cup e Copa do Brasil, tudo em dois anos. O principal objetivo do Athletico é seguir empilhando taças na próxima temporada.

A começar pela Supercopa, em 16/2, diante do time sensação do Flamengo, campeão da Libertadores. Equipe que o Furacão já bateu em 2019, nos pênaltis, pelas quartas da Copa do Brasil.

Depois, o clube vai em busca do tricampeonato do Paranaense, novamente com os aspirantes, mas, desta vez, podendo incluir jogadores do principal.

Torcedor com a Tribuna especial do Athletico campeão da Copa do Brasil. Foto: Felipe Rosa/Arquivo.

Ir mais longe na Libertadores e bicampeonato na Copa do Brasil

O ideal, claro, é buscar esta taça inédita para o Athletico, objetivo que bateu na trave em 2005. Nas duas últimas edições que participou (2019 e 2017), o clube caiu nas oitavas de final para Santos e Boca Juniors. Já na participação de 2014, a queda foi ainda na fase de grupos. E, se pensarmos financeiramente, quanto mais longe for, mais grana nos cofres do clube.

A Copa do Brasil também não pode ser deixada de lado. O principal atrativo da competição também é a premiação. O bicampeonato seria um grande marco para o clube. Mas vale lembrar que o formato da competição mudou. Antes, os clubes da Libertadores entravam nas oitavas de final sorteados em um pote separado, agora é diferente. Ou seja, o Furacão pode pegar um adversário também vindo da competição continental.

Arena da Baixada esteve cheia em poucos jogos na temporada passada. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Tribuna do Paraná.

Melhorar a média de público da Baixada

Mesmo com um ano vitorioso, a torcida atleticana decepcionou em média de público na Arena da Baixada. Somando todas as competições, o clube teve média de apenas 16.349 pagantes por jogo, sendo só o 15º clube no ranking nacional, ocupação de apenas 38% do estádio.

O grande empecilho para que a média melhore é o preço do ingresso: R$ 150 inteira e R$ 75 meia. Na reta final do Brasileiro 2019, o clube fez promoção a R$ 50 para todos os torcedores e o número de pagantes por partida aumentou bastante.

Outro problema que diminuiu o número de cadeiras ocupadas é a biometria. Muitos torcedores possuem mais de uma cadeira associada e com a regra digital não podem mais vender ou emprestar seus smartcards para outros torcedores.

O clube tem mais de 25 mil sócios, mas pouco mais de 12 mil são assíduos. O clube precisa buscar urgente uma solução para atrair mais torcedores e, quem sabe, chegar aos tão sonhados R$ 40 mil sócios.

Revelar mais atletas

Conhecido como grande formador de atletas, o propósito do clube é, novamente, despontar um jovem da base para o mercado. Em 2017, Hernani e Otávio foram as grandes vendas. No ano passado, Marcos Guilherme e Sidcley geraram uma grana alta ao clube.

Nesta temporada, além de Pablo, vendido ao São Paulo no início do ano, a maior venda da história do clube foi o jovem lateral-esquerdo Renan Lodi, contratado pelo Atlético de Madrid-ESP por 20 milhões de euros (90,5 milhões de reais na cotação atual).

O primeiro nome que pode ser negociado em 2020 é Bruno Guimarães, mas o objetivo é buscar outros garotos que sigam o mesmo caminho, já que esta é uma das principais fontes de renda do Furacão.

A venda de Renan Lodi foi a maior da história do clube. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Tribuna do Paraná.

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