O duelo contra o Shonan Bellmare, nesta quarta-feira (7), às 7h, no Estádio Shonan BMW, em Hiratsuka, além da conquista do título da J.League YBC Levain Cup/Conmebol Sudamericana Championship Final, pode colocar fim a uma marca negativa do Athletico na temporada de 2019. O time rubro-negro, nas cinco vezes em que foi jogar no exterior neste ano, saiu derrotado em todas. Oportunidade para o Furacão mudar seu desempenho quando joga fora do Brasil neste ano.

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Ainda na fase de grupos da Libertadores, o Rubro-Negro foi derrotado pelo Tolima por 1×0 na Colômbia, peo Jorge Wiltermann por 3×2, na Bolívia, e pelo Boca Juniors por 2×1, em Buenos Aires. Na semana passada, novamente diante da tradicional equipe argentina, pelas oitavas de final, o time atleticano perdeu por 2×0 e se despediu da competição internacional.

Também na Argentina, o Athletico viu escapar o título da Recopa Sul-Americana. Diante do River Plate, a equipe perdeu por 3×0 e amargou o vice-campeonato continental no Monumental de Nuñez.

Mas a história do Furacão em duelos no exterior não é novidade. Começou em 1949, quando fez jogos amistosos no Paraguai, contra Olímpia, Cerro Porteño e Sportivo Nacional. Além dessas partidas amigáveis, o Rubro-Negro também tem na sua história participações em torneios internacionais.

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Nos anos de 1991 e 1992, o Athletico participou da Cup Schutzi, na Suíça, competição organizada pelo tradicional clube suíço Wintherthur. O Furacão, mesmo enfrentando adversários conhecidos na Europa, conseguiu o título nas duas edições que participou. O torneio era disputado em dois jogos.

Em 1991, o Rubro-Negro conseguiu na largada uma goleada sobre o Brutisselen, da Suíça, por 4×1. Na decisão, empatou em 2×2 com o Wintherthur e ficou com a taça. No ano seguinte, estreou com uma vitória por 2×0 diante do Stuttgart, da Alemanha, e goleou o Wintherthur na decisão por 4×0.

Em 2007, o Athletico disputou a Shaka Hislop Tribute Cup, em Trinidad e Tobago. Com um time alternativo e com jogadores pouco utilizados no Campeonato Brasileiro, o Furacão, sem dificuldades, venceu as três partidas que disputou e garantiu o título do torneio internacional.

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Em dezembro de 2012, o extinto time sub-23 atleticano participou de um quadrangular sul-americano na cidade de Trinidad, no Uruguai, que contou com as participações da seleção anfitriã sub-20, do selecionado sub-20 do Chile e da seleção gaúcha sub-23.

Em 2013, como parte da preparação para a temporada, o Rubro-Negro disputou a Marbella Cup, na Espanha. Os jogos eram eliminatórios e o Athletico voltou para casa com três vitórias. Nas quartas de final, goleou o Ludogorets Razgrad da Bulgária por 6×2. Já na semifinal, a dificuldade foi maior. Venceu por 1×0 o Dínamo Kiev, da Ucrânia, e chegou à decisão. Garantiu o título ao bater o Dínamo Ducaresti da Romênia, também pelo placar mínimo.

Irregular na América

Além desses torneios com caráter amistoso, o Furacão coleciona boas participações pela Libertadores e pela Copa Sul-Americana. Mas não traz um bom desempenho nos duelos que fez fora do Brasil pela principal competição de clubes das Américas. Ao todo, o Rubro-Negro participou das edições de 2000, 2002, 2005, 2014, 2017 e 2019 da Libertadores.

Em 2019, Furacão perdeu os cinco jogos que fez fora do Brasil. Foto: Jonathan Campos
Em 2019, Furacão perdeu os cinco jogos que fez fora do Brasil. Foto: Jonathan Campos

Fez, ao todo, 23 partidas fora do Brasil pela Libertadores e conseguiu apenas 31% de aproveitamento. Foram seis vitórias, quatro empates e 13 derrotas.

Pela Copa Sul-Americana, competição que o clube conquistou no ano passado, foram nove partidas fora do Brasil e o aproveitamento é bem melhor. Foram quatro vitórias, dois empates e três derrotas, totalizando rendimento de 51%. De todas as participações do Athletico neste torneio, os anos de 2006 e 2018 ficaram marcados na história do time atleticano.

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Em 2006, o chegou até a semifinal, mas conseguiu duas vitórias fora de casa. Uma delas foi especial, diante do River Plate, em pleno Monumental de Núñez, em Buenos Aires. Depois, bateu o Nacional, no Uruguai, por 2×1. Já na semifinal, foi goleado pelo Pachuca, no México, por 4×1 e se despediu do torneio.

Mas foi no ano passado que o Furacão teve sua melhor participação na Sul-Americana. Nos quatro jogos que fez fora do Brasil, venceu duas vezes, empatou uma e perdeu em outra oportunidade. Bateu o Peñarol, no Uruguai, e o Caracas, na Venezuela. Foi derrotado pelo Newell’s Old Boys, na Argentina, por 2×1, mas o revés não atrapalhou, já que havia goleado o time argentino por 3×0, na partida de ida.

Por fim, na finalíssima do torneio, empatou em 1×1 com o Junior, em Barranquilla, e confirmou o título na Arena da Baixada depois de repetir o placar e garantir a taça na disputa de penalidades.

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