Bruno Guimarães teve muitos momentos de alegria com a camisa do Furacão. Foto: Albari Rosa/Arquivo/Tribuna do Paraná

Um dos principais jogadores da história recente do Athletico, o volante Bruno Guimarães já está no “hall da fama” eterno do clube. Muitos torcedores já o colocavam entre os grandes ídolos do Furacão e agora o próprio atleta se vê nessa condição.

Bruno chegou ao Rubro-Negro em 2017. Em pouco mais de dois anos foi campeão paranaense, da Copa Sul-Americana, da Levain Cup e da Copa do Brasil. Chegou à seleção brasileira olímpica e foi capitão do time no pré-olímpico. Até ser vendido em janeiro para o Lyon, da França.

Neste período, chegou sob desconfiança, foi relegado à equipe de aspirantes, mas foi justamente ali que ele amadureceu, mostrou seu futebol e depois se firmou com boas atuações, passes e gols decisivos. Até por toda essa trajetória o volante deixa a modéstia de lado.

“Me considero (ídolo). O torcedor tem um carinho muito especial por mim. Quando eu cheguei, eu voltei pros aspirantes, então é como se eu tivesse saído da casa do clube. O Athletico tinha tudo, estrutura, tinha estádio, mas faltava rechear com um pouco mais de títulos. O clube precisava de uma Sul-Americana, um intercontinental, um nacional, e conseguiu conquistar tudo. Por isso eu sei que consegui marcar meu nome na história do clube”, disse Bruno Guimarães, em entrevista ao DAZN.

Durante o tempo em que vestiu a camisa atleticana, o camisa 39 tem lembranças inesquecíveis, tanto que não consegue nem citar qual foi a partida ou o jogo mais marcante em sua trajetória.

“Um que é incrível falar é o 3×0 contra o Boca (pela Libertadores), teve o 1×0 contra o River (final da Recopa na Arena), o 1×0 contra o Inter na final da Copa do Brasil, quando eu fiz o gol. O jogo contra o Coxa quando eu fiz o gol e fomos campeões (final do Paranaense 2018) foi muito bom, quando ganhamos por 2×0 do Fluminense na semifinal da Sul-Americana…”, relembrou.

Bruno foi titular na conquista do Paranaense sob o comando de Tiago Nunes, então técnico dos aspirantes. Após a conquista, subiu para os profissionais, com Fernando Diniz, que o colocou para atuar como zagueiro. Porém, após a Copa do Mundo de 2018, já com Nunes na equipe principal, ele passou a atuar na sua posição de origem, ganhando rapidamente a posição entre os titulares.

No final, a temporada foi coroada com a conquista da Sul-Americana na Arena e, consequentemente, uma vaga na Libertadores 2019. Foi a partir dali, segundo o atleta, que o time deslanchou e passou a ter atuações inesquecíveis.

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Bruno Guimarães virou xodó da torcida. Foto: Albari Roa/Arquivo/Tribuna do Paraná

“As coisas aconteceram naturalmente no Athletico. Depois da Sul-Americana as coisas começaram a andar. A gente ia jogar sabendo que ia acontecer coisa boa, principalmente em casa. Jogávamos alegre, por música. Então na Copa do Brasil estávamos muito confiantes para ganhar. Não éramos considerados favoritos, mas sabíamos que tínhamos condições de ganhar”, destacou.

Volta pra Arena?

Aos 22 anos, o jogador ainda está no início da carreira e também da passagem pelo futebol europeu. Foram apenas cinco jogos até aqui pelo Lyon, mas com atuações marcantes. Tanto que até o Barcelona ja está de olho nele. Porém, o volante não esconde que se algum dia voltar para o Brasil, o Furacão será o seu destino.

“Pelo que a gente fez no Athletico, não consigo brilhar os olhos por nenhum outro clube que não seja o Furacão. Não me vejo vestindo outra camisa no Brasil que não seja do Athletico. Sei que não posso fechar as portas para nenhum clube, mas dando tudo certo aqui (na Europa), não vejo como voltar para outra equipe no Brasil que não seja o Athletico”, revelou ele.

Passagem na Europa

Nestes cinco jogos pelo Lyon, Bruno Guimarães foi titular em todos, sem sair de campo um minuto sequer. Foi eleito o melhor da partida duas vezes, logo nas suas primeiras aparições pelo Campeonato Francês. A sequência de jogos só foi interrompida por conta da pandemia do coronavírus.

Mas, para o volante, o duelo mais marcante foi a vitória por 1×0 sobre a Juventus, da Itália, pelas oitavas de final da Champions League, quando ele encarou Cristiano Ronaldo e realizou um sonho.

“O jogo foi maneiro demais, pela atmosfera, ser meu primeiro jogo de Champions, ter vencido a Juventus, e fiquei um pouco frustrado por ter parado, mas são coisas que não podemos controlar. Mas foi muito bom e será um dia que eu nunca vou esquecer. No dia anterior dormi muito mal, fiquei ansioso para jogar, nem lembro quando foi a última vez que fiquei sem dormir, ansioso pra jogar”, contou o atleta.

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