Apresentado como novo técnico do Fluminense na tarde de quinta-feira (20), Fernando Diniz falou da sua passagem pelo Athletico. Apesar do futebol ruim apresentado quando era comandante do Furacão, o treinador afirmou que teve parcela na conquista do título da Copa Sul-Americana, na semana passada, diante do Junior Barranquilla da Colômbia. Para ele, o técnico Tiago Nunes apenas deu sequência no trabalho que foi iniciado em janeiro.

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O novo comandante do time carioca também comentou sobre o trabalho desenvolvido no Rubro-Negro e lembrou que o início foi muito bom, com a conquista de bons resultados. No entanto, a equipe não manteve o mesmo ritmo, caiu muito de produção e ele deixou o clube na lanterna do Brasileirão, correndo um sério risco de rebaixamento.

“Hoje estou muito mais maduro do que eu estava até chegar no Athletico. A experiência no Athletico foi ótima para mim. O trabalho desenvolvido foi muito bom. Aconteceu de o time jogar muito bem e alcançar resultado no primeiro momento até de maneira inesperada. Teve um começo mágico e um final que não foi muito bom”, pontuou Diniz.

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“Então, essa oscilação que teve pra cima e pra baixo foi uma coisa que a gente não conseguiu ter muito controle no Athletico, mas que foi uma semente muito forte lá, das pessoas, na maneira de o Athletico jogar. O novo treinador acabou assumindo o time, deu sequência e os resultados vieram. Era uma questão de tempo para os resultados aparecerem e apareceu na mão de outro treinador, mas o trabalho que tenho certeza que ele foi muito bem sedimentado”, prosseguiu.

Fernando Diniz implantou um trabalho diferente no início e que ganhou destaque no Brasil. No entanto, o Athletico era um amontoado em campo, não tinha objetividade e, com várias improvisações, o treinador perdeu o grupo. Tiago Nunes assumiu e organizou a casa. Deu a sua cara e a sua identidade ao Furacão. Ganhou o elenco e transformou o Rubro-Negro campeão da Copa Sul-Americana.

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O ex-técnico atleticano reclamou da falta de tempo para implantar seu estilo que, antes, acabou dando certo no Audax. “Acredito muito que é possível implantar o sucesso do Audax. É preciso tempo. Com o Athletico, perdemos pela primeira vez no dia 5 de maio. Depois de um mês o trabalho maravilhoso era trágico. Essa oscilação das pessoas no futebol eu não tenho. Meu olhar é mais frio. Sei que as derrotas causaram insegurança e geraram minha saída. Mas tinha muita coisa boa e muita coisa a melhorar”, concluiu.

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