Arena, 21 de novembro de 2018. Sete minutos do segundo tempo de Athletico x Corinthians. Léo Pereira sobe ao ataque numa cobrança de escanteio e, sem piedade, manda pro fundo das redes do goleiro Cássio.

Com o sexto gol no ano, o zagueiro fechou a temporada com o mesmo número de gols do atacante Marcelo Cirino e dos meias Nikão e Guilherme, que acertou com o Bahia. Ficou atrás apenas de Raphael Veiga, Pablo e de Ederson, que deixou o clube depois do Campeonato Paranaense.

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A intimidade de Léo Pereira com a linha de frente tem a ver, em parte, com o fato de ele ter começado a carreira como lateral-esquerdo, com característica de bom apoiador. Foi jogando nesta posição que ele chegou, aos 11 anos, ao Trieste, clube que disputa a Suburbana.

“Ele acabou se tornando zagueiro com 13 anos, quando começou a ficar com mais estatura”, relembra o coordenador das categorias de base do time de Santa Felicidade, Ricardo Vargas. A origem na ala explica a facilidade do beque de sair pro jogo e de chegar com oportunismo à linha de frente.

A história de Léo se parece com a de muitos outros garotos que veem no futebol o sonho e a esperança de uma carreira promissora. Curitibano de origem simples, ele foi morar com outros meninos no Trieste por volta dos 12 anos. “Aqui, acabou tendo uma evolução maior, que influenciou no jogador que ele se tornou”, completa Vargas.

Com 14 anos, por meio da parceria entre Furacão e Trieste, ele foi para o CT do Caju, onde começou a trilhar a trajetória nas categorias de base, caminho parecido que seguiu seu companheiro de time, Renan Lodi, também revelado pela equipe triestina. Com apenas 16 anos, já se destacava no time Sub-18 do Athletico e chegou a marcar dez gols pela equipe na disputa do Campeonato Paranaense, cujo título ficou com o Furacão.

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Foi pelo Rubro-Negro que ele foi convocado para as seleções brasileiras Sub-17, Sub-19, Sub-20 e Sub-21, o que deu a ele a rodagem necessária para chegar tinindo ao profissional. Antes de se firmar no time principal do Furacão e se sagrar campeão da Copa Sul-Americana, ele passou por alguns empréstimos. Jogou pelo Guaratinguetá, em 2015, pelo Náutico, em 2016, e pelo Orlando City, dos Estados Unidos, em 2017.

No Furacão, estreou profissionalmente jogando pelo time de aspirantes que foi campeão estadual, sob a batuta de Tiago Nunes. Pelo Paranaense, marcou dois dos seis gols da temporada. “Pra gente, que o viu jogar desde menino, a sua habilidade não surpreende. Com a experiência que adquiriu pelas categorias de base da seleção e nas breves saídas, ganhou a maturidade necessária para se destacar no profissional”, diz Vargas.

Depois de um período preterido pelo então técnico que comandava o time no Brasileirão, Fernando Diniz, ele voltou a ter chances quando Nunes assumiu a equipe e orquestrou a guinada atleticana, que saiu da zona do rebaixamento e fechou a competição em 7º. Habilidoso, o beque não só ajudou o time nesta caminhada, como também foi peça fundamental na conquista inédita da Sul-Americana. Nada mal para um garoto de apenas 23 anos, que segue transformando seu grande sonho em realidade.

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