Buenos Aires – Para o Boca Juniors, mais um jogo de Libertadores. Para o Athletico e os dois mil rubro-negros presentes nesta quinta-feira (9), na Bombonera,  uma noite histórica. Entrar pela primeira vez em um dos palcos mais icônicos do futebol mundial mexeu com todos os atleticanos que se aventuraram e foram à capital argentina para acompanhar a última rodada da fase de grupos da competição. No final, o Rubro-Negro tomou a virada, mas nada que apagasse a noite memorável para o clube.

Nem mesmo a chuva que castigou Buenos Aires no final da tarde foi capaz de diminuir a animação dos torcedores presentes na Bombonera. A chegada do público até aconteceu de maneira tímida, mas se intensificou na hora final antes de começar a partida. Em menor número, a torcida atleticana entrou na Bombonera fazendo a sua tradicional festa, mas foram respondidos à altura pelos argentinos.

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Com a aproximação da partida, o estádio ficou lotado. Foi pintado de azul e amarelo e um show à parte de todo o público que compareceu a um dos maiores templos do futebol mundial. Antes mesmo de a bola rolar, o Furacão já sentiu um pouco da pressão que encontraria pela frente para tentar segurar o Boca e garantir a primeira colocação do Grupo G.

O Rubro-Negro viu algo parecido com o que seus adversários passam nos jogos realizados dentro da Arena da Baixada. Com a bola rolando, o barulho, em alguns momentos, chegou a ser ensurdecedor e tinha o poder de paralisar quem estava na Bombonera pela primeira vez.

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A torcida atleticana que por sua vez lotou o setor visitante, não parou um minuto. Quando podia ouvir um pouco da festa feita pelos rubro-negros, a resposta era imediata e conseguia abafar qualquer tentativa de incentivo para o Athletico dentro de campo.

Como sempre acontece nos duelos entre Brasil e Argentina, sobraram também provocações dentro e fora de campo. Algumas disputas mais duras foram vistas, mas bem controladas pelo árbitro equatoriano Carlos Orbe. Nas arquibancadas, os alvos da torcida do Boca Juniors foram os argentinos Lucho González e Marco Ruben, que jogaram nos rivais River Plate e Rosario Central, respectivamente. Do lado do Furacão, a tradicional música exaltando o eterno ídolo Pelé e satirizando com os problemas com drogas de Maradona ditaram o ritmo das provocações aos argentinos.

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Em campo, Athletico e Boca Juniors fizeram por merecer a bonita festa somente no segundo tempo. O torcedor rubro-negro foi o primeiro a comemorar, quando Marco Ruben marcou, aos 20 minutos. Mas a festa durou pouco tempo. Seis minutos mais tarde, López empatou e fez explodir a Bombonera em azul e amarelo.

Era o que precisava para os xeneizes voltarem a jogar junto com o time. O Furacão acusou o golpe e sentiu a verdadeira pressão de jogar na Bombonera. O apoio foi incondicional até o final. O torcedor do Boca provou porque é reconhecido mundialmente por sua força. Eles acreditaram até o final e Carlitos Tévez, aos 49 do segundo tempo, garantiu a vitória do time argentino e desencadeou uma grande festa nas arquibancadas.

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