Vadão teve papel fundamental no início do trabalho do Athletico, que culminou no título do Brasileirão, em 2001. Foto: Albari Rosa/Arquivo

O técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, morreu nesta segunda-feira (25), vítima de um câncer no fígado. Aos 63 anos, o treinador, nascido em Monte Azul, interior de São Paulo, vinha tratando da doença desde o começo do ano, mas o quadro se agravou nos últimos dias e o paulista não resistiu.

O último trabalho dele havia sido na seleção brasileira feminina, durante a Copa do Mundo do ano passado. Foram 27 anos de carreira, que começou em 1992, no Mogi Mirim, quando criou o “Carrossel Caipira”, com o trio ofensivo formado por Válber, Rivaldo e Leto.

Depois do Mogi, Vadão rodou o interior paulista, com maior destaque no Guarani, até que em 1999 chegou ao Athletico. Foi ali que os dois se alavancaram. Vadão fez seu nome no cenário nacional, inclusive depois passando por Corinthians e São Paulo, enquanto o Furacão deu o pontapé do projeto rumo ao título do Brasileirão, em 2001.

O técnico chegou ao Rubro-Negro em abril de 1999, após o time ficar fora da final do Campeonato Paranaense e cair nas quartas de final da Copa do Brasil. Foi com ele que o clube chegou à sua primeira participação em Libertadores.

Após terminar em nono lugar no Brasileirão, o Athletico disputou a Seletiva da Libertadores e chegou à final, batendo o Cruzeiro e ganhando o direito de disputar o torneio continental.

Um time que se destacou pelo chamado “quadrado mágico”, formado por Adriano, Kelly, Lucas e Kléber, que no ano seguinte foi fundamental para a conquista do Campeonato Paranaense de 2000.

Vadão teve três passagens pelo Athletico. A mais emblemática em 1999, a última em 2007. Foto: Albari Rosa/Arquivo

Vadão dirigiu o Furacão na Libertadores, melhor equipe da primeira fase da disputa. Nas oitavas, o Rubro-Negro foi eliminado pelo Atlético-MG. Posteriormente, o treinador aceitou uma proposta para ir para o Corinthians.

O legado que deixou na Baixada foi importante para, no ano seguinte, a conquista do título nacional, com peças que já faziam parte do elenco, como o goleiro Flávio, o zagueiro Gustavo, o volante Kleberson, o meia Adriano e o atacante Kléber.

É verdade que somente após a sua saída é que o time adotou o esquema de três zagueiros que perdurou cerca de uma década no clube, mas foi com ele que os atleticanos se acostumaram a ver a equipe virar protagonista em campo, optar pela ofensividade e jogadas trabalhadas no ataque, sem medo dos adversários.

Três anos depois, Vadão voltou ao Rubro-Negro, em 2003, em sua passagem mais curta pelo clube. Ainda retornou em 2006, quando levou a equipe à semifinal da Copa Sul-Americana, saindo em 2007.

No total, comandou o Athletico em 164 jogos, somando 76 vitórias, 40 empates e 48 derrotas, um aproveitamento de 54,4% dos pontos disputados.

CBF e clubes homenageiam Vadão:


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