O atual diretor de futebol do Athletico e ex-jogador Paulo André, se manifestou em suas redes sociais neste domingo (3), para explicar o acordo que fez com o Corinthians para receber R$ 750 mil que lhe eram devidos do período em que defendeu o clube paulista, entre 2011 e 2013.

No entanto, o ex-atleta negou categoricamente que neste acordo judicial estejam incluídos valores por ter trabalhado aos domingos e feriados.

“Uma mentira que já havia sido dita e repetida nos últimos seis anos, que nunca retratou o fato em si, e que desgastou a minha relação com o clube e a torcida pelos quais tenho muito carinho e respeito”, escreveu ele.

“As folgas não remuneradas entraram na ação, é verdade, e isso foi um erro. Não havia jurisprudência, apenas uma crença equivocada (por causa das lutas daquela época) de que havia uma falha na legislação vigente e que essa discussão poderia abrir precedentes legais que forçariam uma verdadeira reforma do calendário do futebol brasileiro. Essa necessidade de reforma continua mais atual do que nunca”, completou.

Segundo Paulo André, o Corinthians lhe devia mais do que foi pago, mas em dezembro de 2019 ele conversou diretamente com o presidente Andrés Sanchez e pediu um valor que ele achasse justo, para acabar de ver com as diferenças.

“Fui encerrar um problema simplesmente por reconhecer que essa discussão com o Corinthians já não fazia mais nenhum sentido para mim. Naquela manhã de Dezembro, eu pedi ao Andrés para me pagar os valores que ele e o Corinthians realmente achavam que me eram devidos. Ele me olhou surpreso. Ligou para o seu jurídico, levantou os documentos da época, fez as contas e me chamou alguns dias depois para selarmos o acordo. Espero esse capitulo marque de uma vez por todas o fim dessa polêmica”, contou o dirigente.

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Porém, Paulo André aproveitou também para cutucar a imprensa e disse que praticamente ninguém o ouviu e que todos reproduziram uma informação errada sobre o caso.

“O mais chocante para mim é que grande parte dos veículos de imprensa simplesmente reproduziu (e continua a reproduzir de forma irresponsável) a mesma chamada sem nem ao menos buscar ouvir o outro lado da história”, reclamou o ex-zagueiro.

Confira a postagem completa de Paulo André:

Hoje venho aqui nesse canal para falar sobre o acordo que fiz com o Corinthians em Dezembro de 2019, em cima de uma ação judicial iniciada em 2014. Porém antes de mais nada, quero deixar claro que a prioridade em tempos como o atual é a saúde e a vida de todos, a busca incessante e responsável pelo achatamento e redução da curva de contágio e a descoberta de uma vacina que possa resgatar a nossa esperança.

Na última quinta-feira, 30 de abril, uma manchete infeliz dizia que o Corinthians teria que me pagar R$750 mil por causa dos domingos e feriados trabalhados durante o meu contrato. Uma mentira que já havia sido dita e repetida nos últimos seis anos, que nunca retratou o fato em si, e que desgastou a minha relação com o clube e a torcida pelos quais tenho muito carinho e respeito.

O mais chocante para mim é que grande parte dos veículos de imprensa simplesmente reproduziu (e continua a reproduzir de forma irresponsável) a mesma chamada sem nem ao menos buscar ouvir o outro lado da história, à exceção de um repórter do globo.com, Marcelo Braga. Alguns programas esportivos repercutiram o fato em cima do que dizia a manchete – um prato cheio para a polêmica. Só agora, outros veículos decidiram me procurar para falar.

Mas prefiro me pronunciar por aqui e compartilhar com as pessoas que me seguem, e a quem possa interessar, o que de fato ocorreu e qual foi a minha intenção ao ligar para o Andrés Sanchez, em dezembro de 2019, e pedir para ele me receber no Parque São Jorge para encerrarmos esse assunto.

Durante o ano de 2014, procurei diversas vezes o próprio Andrés, Edu Gaspar e Roberto de Andrade, para conversar sobre valores não pagos durante o meu contrato com o clube. Andrés pediu para parcelar a dívida, e eu aceitei, mas infelizmente depois de alguns meses os pagamentos não foram efetuados. Tomei então a difícil decisão de entrar com uma ação judicial para reivindicar meus direitos sobre verbas rescisórias contratuais não pagas, premiação atrasada e direitos de arena que, somados, representariam muito mais do que acabou sendo acordado em dezembro de 2019, inclusive.

Sim, as folgas não remuneradas entraram na ação, é verdade, e isso foi um erro. Não havia jurisprudência, apenas uma crença equivocada (por causa das lutas daquela época) de que havia uma falha na legislação vigente e que essa discussão poderia abrir precedentes legais que forçariam uma verdadeira reforma do calendário do futebol brasileiro. Essa necessidade de reforma continua mais atual do que nunca.

Então, caro leitor, fui até o PSJ não para discutir quem estava certo ou errado, quais questões reclamadas eram justas ou injustas ou qual deveria ser o valor. Fui encerrar um problema simplesmente por reconhecer que essa discussão com o Corinthians já não fazia mais nenhum sentido para mim. Naquela manhã de Dezembro, eu pedi ao Andrés para me pagar os valores que ele e o Corinthians realmente achavam que me eram devidos. Ele me olhou surpreso. Ligou para o seu jurídico, levantou os documentos da época, fez as contas e me chamou alguns dias depois para selarmos o acordo. Espero esse capitulo marque de uma vez por todas o fim dessa polêmica.

Um orgulho tremendo de ter feito parte de grandes momentos da história Corinthiana,
Abraços
P.A

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