A saída do lateral-esquerdo Renan Lodi, vendido em julho para o Atlético de Madrid, da Espanha, parece ter deixado uma lacuna no time do Athletico. Desde que a revelação foi embora, o Furacão não teve só uma queda de qualidade no setor, mas no time como um todo, que perdeu desempenho de lá pra cá.

A última partida de Lodi com a camisa rubro-negra foi na derrota por 3×0 para o River Plate, da Argentina, pela final da Recopa Sul-Americana, no dia 30 de maio. De lá pra cá, a equipe entrou em campo mais 17 vezes, vencendo sete, empatando duas e perdendo oito, tendo um aproveitamento de apenas 45% dos pontos disputados. Neste período, foram 19 gols marcados e 15 sofridos. O que mostra a importância que o então camisa 12 tinha em campo.

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Uma das principais armas lá na frente, Lodi era responsável pela criação de jogadas ofensivas, com cruzamentos e passes e até finalizações, mas também era importante para segurar os atacantes do adversário pelo setor. Tanto que após sua saída, o Furacão foi vazado com jogadas construídas pelo lado esquerdo da defesa em seis oportunidades, o que dá 40% dos gols levados neste período. E em todas as vezes que saíram gol por ali, o Rubro-Negro perdeu.

A primeira vez foi na derrota por 1×0 para o Palmeiras, quando Márcio Azevedo cometeu o pênalti convertido por Raphael Veiga. Depois, na derrota por 2×0 para o Boca Juniors, na Bombonera, que custou a eliminação da Libertadores, os argentinos abriram o placar após um chutão pra frente, que Ábila aproveitou e ganhou de Márcio Azevedo na corrida. No segundo gol, MacAllister gingou em cima de Vitinho e chutou no canto de Santos.

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Na sequência, no tropeço de 2×1 para o Botafogo, o segundo gol dos cariocas foi de pênalti, cometido por Pedro Henrique, depois de jogada construída pela esquerda. Contra o Grêmio, nos dois jogos em Porto Alegre novas falhas no setor. Pela Copa do Brasil, o primeiro gol dos gaúchos veio após erro de Márcio Azevedo, enquanto pelo Brasileirão, no último sábado, foi por aquele lado do campo que os donos da casa abriram o placar.

Opções

Dono da posição após a saída de Renan Lodi, Márcio Azevedo é quem vem mais sendo usado pelo técnico Tiago Nunes. O camisa 6 foi titular em 12 jogos do Athletico neste período. A principal contratação do clube neste segundo semestre, Adriano começou jogando duas vezes, assim como Abner Felipe. Já Abner Vinícius, que foi contratado da Ponte Preta por R$ 10 milhões, só foi titular uma única vez, além de ter jogado alguns minutos em outras duas oportunidades.

Márcio Azevedo foi quem mais jogou como titular após a saída de Renan Lodi, mas não vingou. Foto: Jonathan Campos
Márcio Azevedo foi quem mais jogou como titular após a saída de Renan Lodi, mas não vingou. Foto: Jonathan Campos

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Para as próximas rodadas, a tendência é que haja um rodízio na posição, diante de tantas opções. Pelo menos até Adriano recuperar 100% o ritmo de jogo. Até lá, os Abners também devem ser mais testados – principalmente o contratado -, uma vez que Márcio Azevedo, apesar da confiança que tem de Tiago Nunes, não vem tendo boas atuações em campo.

Mudanças para recuperar o time atleticano, que vem oscilando e precisa voltar a vencer o mais rápido possível, se quiser almejar algo a mais na temporada.