Para jogar no Athletico é preciso ser um ‘operário’ da bola. Foi dessa forma que o técnico Tiago Nunes descreveu os atletas ideais para compor sua equipe. Após a vitória por 4×1 em cima do Goiás, no último domingo (27), na Arena da Baixada, o treinador deixou claro que não faz questão de estar à frente de um grupo repleto de ‘gênios da bola’, ou mesmo jogadores que gostem de um futebol arte, mas não abre mão de poder contar com profissionais extremamente competitivos e que deixem toda a entrega possível em campo. Como ele descreveu, sua opção é por jogador que seja “pau pra toda obra”.

O Rubro-Negro conseguiu o triunfo em cima do time goiano de virada. Em uma partida em que demonstrou muita vontade de buscar o jogo, mesmo já estando com vantagem no placar, o ímpeto do Furacão representou a forma intensa como seus jogadores devem sempre se apresentar, na opinião do comandante atleticano.

“Pra jogar no Athletico hoje a premissa básica é correr no campo, ser competitivo. Tem que ter qualidade, lógico, tem que entender de tática, mas emocionalmente tem que ser muito forte e fazer quilometragem alta. A gente quer jogadores com esse perfil, do primeiro atacante ao goleiro, caras que não desistam”, enfatizou.

Um dos atletas que vem demonstrando esse perfil e vem cada vez mais ganhando a confiança do treinador é o meio campista Léo Cittadini. Elogiado por Tiago, que explicou que ele ganhou merecidamente a vaga de titular e que foi uma peça importante na conquista da Copa do Brasil, o jogador pode ser um dos exemplos ideais de como o Athletico deve jogar.

“Enquanto eu estiver dirigindo o Athletico, o perfil de jogador que eu quero é como o Léo (Cittadini), que não para no campo. Ou ele está movimentando para ter presença ofensiva na construção ou ele está correndo para pressionar o adversário e induzir ao erro”, detalhou.

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O treinador disse ainda não fazer questão de comandar atletas que gostem de dar show em campo, preocupados sempre em fazer lances bonitos ou ainda conhecidos pela genialidade em campo. Sobre as preferências em profissionais ‘raçudos’, ele explicou que, além de ser uma escolha pessoal, esse é um conceito do Rubro-Negro.

“‘Ah, Tiago, mas e aquele cara cerebral?’ Não quero! Quero um operário que corra em campo, que é pau pra toda obra. Essa é a nossa filosofia no Athletico, fazer mais com menos. Malabaristas, gênios da bola são legais de ver, mas do meu lado eu quero caras que gostem de competir”, arrematou.

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