A escolha da escalação do meia Lucho González para o duelo de ida da semifinal da Copa do Brasil diante do Grêmio, na noite de quarta-feira (14), em Porto Alegre, surpreendeu a todos. A decisão pelo jogador argentino, segundo o técnico Tiago Nunes, já estava tomada desde que o Athletico foi eliminado da Libertadores pelo Boca Juniors, em Buenos Aires, no final de julho. A escolha não deu certo, o Furacão perdeu um pouco da sua identidade e acabou sendo derrotado por 2×0, vendo a chance de jogar a decisão do torneio mais distante.

“O Lucho é um jogador multicampeão, principal capitão do time, acostumado com grandes jogos, disputas de finais, conquista de títulos. Sempre atuou de maneira qualificada e teve papel importante nesse ano em algumas vitórias, como diante do Boca Juniors por 3×0, onde tivemos uma formação parecida”, explicou o treinador, que não concorda que o meia argentino teve uma má atuação diante do Grêmio.

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“Dentro do propósito que a gente imaginou para ele, conseguiu, dentro das limitações, fazer o possível. Tivemos dificuldades para neutralizar as ações do Grêmio. Não vencemos os duelos individuais. E quando isso acontece contra o Grêmio, ele vai te machucar e criar situações. Conseguimos neutralizar em alguns momentos, mas em outros tivemos dificuldades e perdemos muitos duelos individuais”, acrescentou.

Com essa formação, o Rubro-Negro atacou pouco. Criou pouco diante de um adversário bem equilibrado defensivamente e que controlou a partida durante os 90 minutos. Segundo Tiago Nunes, o gol de Jean Pyerre, na metade da etapa final, desestabilizou o time, que acabou escapando, inclusive, de voltar para Curitiba com uma goleada na bagagem.

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“O time ficou muito nervoso depois do segundo gol. Perdemos nossa identidade. A gente tinha voltado bem no segundo tempo, estávamos controlando bem, com mais volume de jogo e o gol foi uma ducha d’água fria. Depois, nos próximos cinco ou dez minutos após o gol, a gente tentou atacar o Grêmio de qualquer maneira e poderíamos ter tomado o terceiro e o quarto. Isso quase aconteceu”, finalizou o comandante rubro-negro.

Com a derrota sofrida na partida de ida, o Athletico terá que vencer o Grêmio por dois gols de diferença no duelo da volta, dia 4 de setembro, na Arena da Baixada, para levar a decisão da vaga para a final da Copa do Brasil para a disputa de penalidades. Se conseguir vencer por três gols, estará na decisão da competição.