Porto Alegre – Tabus, pressão, semana conturbada. O Athletico colocou tudo no bolso, deixou de lado todas as adversidades, venceu o Internacional por 2×1, o jogo da volta da final no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre e garantiu o título inédito da Copa do Brasil. O grito de campeão e a festa do time atleticano na noite desta quarta-feira (18) começou quando Rony, aos 51 minutos, marcou o segundo gol e garantiu a taça. O mar vermelho se calou e o estádio ficou rubro-negro. A festa tomou conta da equipe atleticana e dos 2.300 torcedores do Furacão presentes em Porto Alegre.

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O técnico Tiago Nunes, protagonista de uma declaração polêmica no final de semana, quando admitiu uma possível saída após a Copa do Brasil, foi ovacionado pelo torcedor presente no Beira-Rio. O comandante rubro-negro foi as lágrimas e não era para menos. Ele se tornou, com essa conquista, o maior treinador de todos os tempos do Furacão, mesmo sem admitir esse posto.

“Não sou (o maior treinador do clube). Sou o treinador nesse momento. Estou hoje vivendo esse momento. Outros tantos vieram para eu estar aqui. O Athletico é um clube em crescimento e estou colhendo os frutos por outros treinadores que passaram por aqui, que foram pioneiros”, vibrou.

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Quem também se emocionou bastante com a conquista foi o goleiro Santos. Com o apito final do árbitro, enquanto a maioria dos jogadores foi para a torcida, o camisa 1 teve um momento para si. Ajoelhou embaixo da sua meta e agradeceu aos céus. Ao lado de Tiago Nunes, foi um dos grandes personagens dessa conquista e foi reconhecido pelo torcedor atleticano presente no Beira-Rio. E não foi à toa, já que para chegar à decisão, Santos foi decisivo nas cobranças de penalidades nas duas fases anteriores contra Flamengo e Grêmio.

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Nos dois jogos decisivos, o zagueiro Robson Bambu conseguiu anular bem o atacante Paolo Guerrero. O defensor, contestado até então, fez grandes jogos e, na finalíssima, em pleno Beira-Rio, foi importante mais uma vez e comemorou o primeiro título com a camisa do Furacão.

“Não digo que eu entrei em uma fogueira. Todo jogador que está no Athletico tem que estar preparado nesses momentos. Quando o treinador precisa temos que estar preparados. Me preparei para essa oportunidade e pude aproveitar da melhor forma possível”, declarou.

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Durante a comemoração, os jogadores do Athletico aproveitaram para desabafar. Reclamaram bastante da falta de reconhecimento dos adversários, que não acreditavam que o Furacão pudesse conquistar a Copa do Brasil. “Ninguém acreditava e o Athletico é o campeão. A gente joga nosso futebol, deixa tudo do extra campo fora. Nós, jogadores, estamos fechados e tínhamos a consciência que poderíamos sair com esse título”, cravou o volante Bruno Guimarães.

O meia Nikão, apagado na finalíssima, mas que cumpriu bem seu papel taticamente diante do Internacional, dedicou a conquista da Copa do Brasil a sua família e afirmou que o Athletico surpreendeu a todos com mais esse título. “Sou grato a Deus pelas pessoas, os amigos, minha esposa, meu filho, que sempre me deram força. Muitos não acreditavam que a gente chegaria aqui e iria ganhar. O Inter tem um time muito competitivo, é forte em casa, mas nosso time é esse. Surpreendemos o Brasil”, arrematou o camisa 11 do Furacão.