Além da Itália, a seleção brasileira vai ter um outro adversário na quinta-feira, em Genebra: o frio intenso que está fazendo na cidade suíça. Na segunda-feira, quando o grupo do técnico Felipão se apresentou, chegou a nevar e a temperatura atingiu dois graus negativos em alguns momentos. E a previsão para o dia do amistoso também é de bastante frio.

Apesar de a seleção brasileira ter 14 jogadores que atuam no futebol europeu, nem eles ficam aliviados com as baixas temperaturas em Genebra. “É horrível. É muito ruim, porque o goleiro fica parado”, disse o goleiro Julio Cesar, que joga atualmente na Inglaterra. “Jogador de linha fica em movimento. A gente se cobre bem. Eu odeio frio. É meu oitavo ano aqui na Europa e não consigo acostumar.”

Julio Cesar explicou que um dos métodos utilizados pelos massagistas europeus para minimizar o impacto das temperaturas “quase polares” é utilizar, nos jogadores, uma pomada que esquenta o corpo. “Mas eu não uso”, contou o goleiro do Queens Park Rangers.

Neymar, que nem de longe está acostumado ao frio, também demonstrou um pouco de preocupação. “É ruim jogar assim por causa do frio. O pior é o vento e o pé congelado”, disse o atacante do Santos, que ressaltou que nunca jogou com neve no campo.

Fred já jogou no futebol francês, quando defendeu o Lyon, e conhece bem o problema – ou melhor, o drama. “É ruim para aquecer, para sentir a bola. É mesmo muito complicado”, garantiu o atacante do Fluminense. “Mas é ruim para os dois (times).”