Os jogadores do Atlético já entraram em clima de Atletiba. Durante toda a semana, ninguém deixava de pensar no adversário de amanhã, mas passada a obrigação de enfrentar (e vencer) o Rio Branco, todos puderam falar abertamente. E, pelos lados do CT do Caju, a conversa é uma só: o Coritiba é o favorito e tem a obrigação de vencer. Da boca para fora ou não, o que os atleticanos querem mesmo é aliviar a pressão em cima de um grupo em formação para poderem ir para o Alto da Glória como franco atiradores.

Segundo o volante Cocito, esse favoritismo do Coxa vem da campanha que apresenta até aqui no estadual e a base de jogadores, que foi mantida. “Acredito que sim. A equipe deles está bem montada, manteve o elenco do Brasileiro, então é uma equipe que está bem entrosada enquanto a nossa passa por uma grande reformulação”, analisa. Para ele, ainda falta muito para o Furacão voltar a apresentar o futebol que a torcida deseja.

A opinião é compartilhada pelo zagueiro Ígor. “O nosso time agora é que está começando a se entrosar, a pegar corpo dentro de campo”, destaca. Mas, mesmo assim, o jogador garante que o arquirrival não terá moleza. “Nós queremos ser campeões também, tem aí mais um adversário difícil e vamos fazer esse teste que será muito bom para nós”, aponta.

Já o meia Fabrício vai além. “Acho que é até bom eles acharem que são favoritos”, dispara. No entanto, ele aposta que a partir que a bola rolar, ninguém poderá prever o que vai acontecer. “Clássico não tem favorito. Clássico é um jogo de pegada e muita determinação. Então, o Atlético vai entrar humilde, em busca da vitória”, pondera. Fabrício está encarando essa partida como a oportunidade de se consagrar no clube. “Todo mundo gosta de jogar o Atletiba e para mim é a oportunidade de marcar meu nome aqui na história do Atlético”.

Mas não é só o favoritismo que se fala às vésperas de um clássico tão importante quanto o de amanhã. As discussões públicas dos dirigentes também esquentaram o confronto entre os dois principais times do estado. Um papo que os jogadores atleticanos querem deixar fora de campo. “Nosso dever é só entrar dentro de campo e jogar futebol. Motiva mais a torcida, além da rivalidade natural. Mas, nós jogadores procuramos ficar tranqüilos quanto a isso e procuramos trabalhar para não errar”, completa Ígor.

Joelho afasta Douglas dos gramados por seis meses

A suspeita se confirmou e o volante Douglas Silva ficará afastado dos gramados por um período entre 4 e 6 meses. Esse será o tempo para ele se recuperar da cirurgia a que será submetido no joelho esquerdo. Na partida de quarta-feira, contra o Rio Branco, ele sofreu uma torção e acabou rompendo os ligamentos cruzados. A operação está programada para o dia 17 deste mês.

“O Edílson (Thiele, chefe do departamento médico do clube) examinou o Douglas no momento que ele foi para o vestiário e já diagnosticou a lesão de ligamento cruzado”, explica o médico Henrique Carvalho. Segundo ele, agora o atleta irá passar pelo processo normal de recuperação. “Ele será operado, vai se recuperar e a gente estima que o retorno dele será de 4,5 a 6 meses após a data da cirurgia. Esse é tempo normal, que a gente vem acompanhando dos nossos atletas operados, e é o mesmo plano para o Douglas”, destaca.

Antes de operar, o volante ainda irá passar por uma recuperação da entorse. “Ele terá que fazer que haja uma cicatrização do que foi machucado porque no momento logo após a lesão a cirurgia não é indicada para evitar complicações da própria entorse”, aponta.

Time

Sem o volante, o técnico Heriberto da Cunha define hoje, pela manhã, o time que entrará em campo no clássico. O lateral-direito Alessandro e o atacante Ilan têm presenças garantidas. A dúvida fica para o meio-de-campo. O volante Cocito ainda depende do trabalho de hoje. Se não sentir nada na panturrilha, estará escalado. “A princípio ele está liberado. Hoje (ontem), ele treinou forte e não sentiu a lesão”, afirma Carvalho. O treinador ainda definirá se manterá Fabrício na equipe. Apesar do bom desempenho nos últimos jogos, Heriberto pode optar por mais marcação e escalar um volante no lugar do armador.