O Atlético de Osvaldo Alvarez, o Vadão, já tem uma cara. Convicção antiga do treinador, o sistema com três zagueiros deve nortear a tática do Rubro-Negro daqui por diante. E com uma nova dupla no ataque: Denis Marques e Dagoberto.

Já na terça-feira, Vadão antecipava que montaria seu time com os três beques. ?Analiso o que deu mais certo. E o time jogou melhor no 3-5-2. Só veremos se há dois zagueiros com aptidão para fazer a caça e outro que saiba jogar na sobra?, avaliou.

Para Vadão, o esquema favorece os ofensivos laterais Jancarlos e Ivan, que teriam mais liberdade para atacar. ?O Ivan teve boa passagem comigo (em 2003)?, lembrou o técnico, que, do atual elenco, também já comandou Dagoberto, Cléber, Tiago Cardoso, Alan Bahia, Fabrício e William.

O primeiro treino coletivo de Vadão, ontem à tarde, no CT do Caju, não foi aberto à imprensa. Mas o técnico utilizou o 3-5-2, com uma adaptação: o volante Marcelo Silva atuou como zagueiro, ao lado de João Leonardo e Danilo. A improvisação é uma alternativa à ausência de Alex, expulso diante do Vasco. Já o experiente César, que veio do Tenerife, da Espanha, só poderá estrear na rodada seguinte, contra o Corinthians. Erandir, zagueiro de origem e outra opção para o setor, sofreu um pequena contusão na mão e foi poupado do treino. Uma outra hipótese é a entrada de Alessandro Lopes na posição.

Há mais de uma década o 3-5-2 é o esquema preferido de Vadão. O técnico foi um dos pioneiros na implantação do sistema no Brasil, quando comandou o chamado ?carrossel caipira? no Mogi Mirim, no início dos anos 90. O time, que tinha jogadores como Rivaldo e Válber, fez boas campanhas no Paulistão. Mas o treinador prefere não se identificar como adepto radical do sistema. ?Neste momento, a mudança se deve ao desempenho recente do time. Mais para frente veremos o que é melhor?, disse Vadão.

Na adoção do 3-5-2 sobrou para Evandro, sacado da equipe titular. O meio-campo teve Alan Bahia, Cristian e Ferreira. O novo ataque significa um crédito para Denis Marques, um dos destaques do time na derrota para o Vasco, e o fim – ao menos dentro de campo – da pendenga com Dagoberto.