Foto: Ciciro Back

Marcelo Ramos e Willian, que saíram do banco, festejam com Danilo gol contra o Cascavel.

Ao término das partidas, treinador e jogadores têm declarado que o mais importante nas vitórias conquistadas é o ?coletivo da equipe? e enfatizam o espírito de união que atualmente reina entre toda a delegação atleticana. Mas o que poderia ser apenas um discurso orquestrado de início de temporada tem sido comprovado a cada rodada do Estadual. Além dos titulares, Ney Franco tem colocado em campo diversos reservas. E em momentos decisivos eles não têm decepcionado, inclusive, dando mais opções de posicionamento tático ao técnico e auxiliando o time a conseguir triunfos.

Foi assim nos últimos dois confrontos. No Atletiba (2 a 0 pro Rubro-Negro) foram três substituições, com as entradas do lateral Nei, de Alan Bahia e de Marcelo Ramos. Nei, improvisado na esquerda, deu mais velocidade e saída de bola que Michel. Alan Bahia entrou para fechar o meio e mostrou que se ganhar ritmo de jogo poderá ser o velho bom marcador de outros tempos, dando opção ao treinador de mudar o esquema para o 4-4-2 e atuar ao lado de Valencia, formando a dupla guardiã do meio-campo. Marcelo Ramos se movimenta mais que Rodrigão e dá alternativas de jogadas. Além disso está em momento mais íntimo com o gol do que seu companheiro.

Diante do Cascavel outras duas substituições foram feitas e mostraram ao torcedor que o Rubro-Negro tem alternativas para mudar o panorama de um jogo. Destaque para William, que determinou o fim do futebol burocrático e colocou o adversário para correr. O jovem meia e Ferreira alternaram seus posicionamentos, seja no meio-campo e ataque, seja no lado direito ou esquerdo, e impuseram um novo ritmo ao Atlético.

Esquerda

Há de se destacar também a mudança na ala esquerda. Netinho, que fazia um bom 1.º tempo como armador foi deslocado para a esquerda, no lugar de Michel, e também participou mais do jogo. Apesar de o camisa 10 estar improvisado e ter recebido alguns lançamentos em suas costas, com Netinho na esquerda, o Furacão atuou no verdadeiro 3-5-2, com os dois alas apoiando constantemente e levando perigo ao adversário. Até mesmo o apagado Jancarlos fez uma boa partida. Voltou a fazer gol e a acertar cruzamentos. Ao término do jogo, Netinho afirmou que está feliz com as assistências que tem dado – jogando como armador -, mas que ao cair pela lateral o rendimento do time melhorou. ?Sou um jogador mais técnico do que de força física. Por isso quando jogo na ala, vou de frente contra o adversário e fica mais fácil para jogar?, explicou.

Opções deixam Ney indeciso

Para o clássico de domingo, diante do Paraná, Ney Franco ainda não definiu como montará a sua equipe. Ele adiantou que somente após os treinamentos de hoje e de rever o teipe dos últimos jogos é que decidirá quais serão os titulares e os que vão compor o banco de reservas. É a sua maneira de trabalhar e deixa os jogadores incentivados para jogar.

Independente dos 18 atletas escolhidos para atuar no clássico, uma coisa é certa neste momento no Atlético. Titulares e alguns suplentes se equivalem no elenco, o que representa alternativas táticas para Ney Franco. E ainda não estrearam duas promessas: o experiente Irênio e o rápido Wallyson.

Se o tão aclamado ?grupo? conseguir diminuir a influência da individualidade e administrar a ?guerra de egos? sempre presente em times de futebol, o Rubro-Negro cria em sua torcida a expectativa de boas campanhas nas quatro competições que disputará em 2008.

Atlético e PM definem divisão de torcidas pro clássico

Cahuê Miranda

Foto: Franklin de Freitas/Jornal do Estado

Espaço dos visitantes na Arena será separado por barreira fixa.

Está tudo certo para que a Arena da Baixada seja o palco do jogo do próximo domingo, entre Atlético e Paraná. Uma reunião entre dirigentes do Furacão, da Federação Paranaense de Futebol (FPF) e Polícia Militar, na manhã de ontem, definiu como será feita a divisão de torcidas no clássico.

O Atlético aceitou a colocação de uma barreira fixa entre as torcidas, uma exigência da PM. ?Ela será instalada exatamente onde acaba o anel superior no gol dos fundos. Foi um pedido da polícia, para que torcedores do Atlético não fiquem em cima da torcida visitante?, diz o presidente da Comissão de Vistorias da FPF, Reginaldo Cordeiro.

A divisão será retirada após o clássico e pode ser reinstalada quando o Rubro-Negro receber novamente uma equipe de Curitiba. Além da grade, barreiras de policiais e seguranças irão fazer a separação das torcidas.

O Atlético também se comprometeu a acabar com os banheiros químicos para os visitantes.

?A torcida do Paraná terá acesso aos banheiros físicos, que ficam no anel inferior. O Atlético também vai iniciar a execução de mais um banheiro, além destes que estão sendo colocados à disposição?, revela Cordeiro.

A reunião aconteceu no quartel da PM. O presidente Hélio Cury, o vice Amilton Stival e o superintendente Walter Xavier, além de Cordeiro, representaram a FPF. Pelo Atlético, marcaram presença os presidentes Mário Celso Petraglia e João Augusto Fleury, e o diretor de futebol Alberto Maculan.

O coronel Amaro do Nascimento Carvalho, do Comando de Policiamento da Capital, foi o anfitrião do encontro.

Até o início da noite de ontem, o Atlético ainda não havia divulgado qual será a carga de ingressos.

Segundo o regulamento do Paranaense 2008, pelo menos 10% deles devem ser colocados à disposição da torcida do Paraná.

Rubro-Negro tem novo patrocinador

Clewerson Bregenski

O Atlético anunciou ontem seu mais novo patrocinador: a empresa HDI Seguros -pertencente ao grupo Talanx, terceiro maior conglomerado de seguros da Alemanha. A HDI (Haftpflichtverband der Deutschen Industrie) estampará a sua marca nas mangas da camisa do Furacão pelos próximos dois anos e a novidade já será vista pelo torcedor no clássico de domingo, contra o Paraná Clube. O lançamento oficial da parceria acontecerá duas horas antes da partida, na sala de imprensa da Arena.

A empresa japonesa Kyocera Mita permanece como patrocinadora-mor do Atlético, com sua marca exibida na parte frontal da camisa e também como detentora do nome do estádio. Clube e empresa negociam a renovação destes contratos.

Marca

A HDI tem filiais em diversos países e está entre as dez maiores seguradoras do Brasil. De acordo com o diretor comercial, Flávio Rodrigues, investir no Atlético faz parte da estratégia para tornar a marca ainda mais conhecida. ?O futebol e o carro estão entre as paixões nacionais. Por isso decidimos patrocinar um dos times mais populares e tradicionais do Paraná, onde a HDI está mais bem posicionada no ranking das seguradoras?, explicou o diretor ao site do clube.

Para Mauro Holzmann, diretor de marketing do Atlético, a parceria é motivo de orgulho pois é filosofia do clube se aproximar de empresas conceituadas.

Outra novidade do marketing do Rubro-Negro ao torcedor é a possibilidade de receber notícias do clube no aparelho celular. O interessado deve se cadastrar no espaço CAP Mobile – localizado na página do clube na internet (www.caparanaense.com).

Estadual 2007 viu triunfo tricolor

O último confronto entre Atlético e Paraná válido pelo Campeonato Paranaense não traz boas lembranças ao torcedor rubro-negro. Em 22 de abril de 2007, o Tricolor obteve a primeira vitória de sua história na Arena da Baixada (3 a 1) e calou o Caldeirão. Naquela oportunidade, o técnico Vadão improvisou Netinho na lateral esquerda e o Paraná se aproveitou disso. Como o meia não é um exímio marcador, o Tricolor povoou o setor e Netinho foi expulso no 1.º tempo. Com um a menos, o Atlético sucumbiu e caiu na semifinal.

Os momentos e os treinadores são diferentes, mas a derrota serve de lição ao Atlético, único time no Paranaense que permanece com 100% de aproveitamento.