Chegamos a uma semana de clássico e de jogo no Couto Pereira. Deveríamos estar todos empolgados, motivados para dois grandes jogos, mesmo que um seja pela famigerada Série B. Mas iniciamos a semana apreensivos. Na Segundona, o Coritiba ocupa a sexta colocação, jogando um futebol bem abaixo do esperado – e bem abaixo de outras equipes que disputam a mesma competição. Já nossos representantes na Série A sofrem: o Atlético vem em uma sequência de oito partidas sem vencer, sendo cinco derrotas consecutivas; e o Paraná Clube ainda não venceu no Campeonato Brasileiro, e é o lanterna entre os vinte clubes. Será que é essa a nossa realidade?

Algumas situações fazem o Trio de Ferro se aproximar. A mais evidente delas é o descompasso entre a administração dos clubes e o futebol. O Atlético continua invocando uma vanguarda fora de campo que não chega às quatro linhas. Recentemente, a transformação do Furacão em empresa foi assunto, assim como uma adaptação do departamento de futebol. Mas há um deslumbramento com tais situações que deixam o futebol em segundo plano. A ponto de nesta temporada, apesar de todo o cartaz ao time de Fernando Diniz nos últimos tempos, o Rubro-Negro estar mais nas manchetes por conta das negociações de direitos de TV do que por resultados em campo.

No Coritiba, a definição de que “tá tudo errado” paralisou o clube. Recentemente, uma carta enviada pela diretoria aos sócios colocou na conta das gestões anteriores a decisão de não ser feito nenhum investimento de vulto no futebol – apesar das 14 contratações feitas durante o ano. Além disso, deixou claro para os torcedores que o passivo de dívidas é grande, e pode até aumentar em um futuro breve, por conta das ações trabalhistas que estão por vir. Ao mesmo tempo, não surgem soluções, mas quase sempre críticas a “todas as últimas gestões que falharam em gerir adequadamente as finanças”, como diz o texto divulgado pela diretoria alviverde.

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Já o Paraná Clube vê o ano do ressurgimento, com mais dinheiro, mais visibilidade e enfim o retorno da Série A ser o ano da eclosão de mais uma crise interna. A união que fez o Tricolor sair da quase falência para a elite do futebol brasileiro explodiu em torno de vaidades e desembocou no rompimento de parte da diretoria com o principal investidor do clube até o ano passado. E o reflexo disso surgiu nas insinuações de que o protesto após o jogo contra o Grêmio teria sido criado justamente para aumentar a instabilidade interna. Em ano de primeira divisão, o que parece ter mais interesse para algumas pessoas é a eleição do final do ano.

Confira os resultados e a classificação do Campeonato Brasileiro!

Claro que também há problemas em campo no Trio de Ferro. Não fosse assim e não haveria a preocupação tão grande. O Coritiba dá sustos na sua torcida. No sábado, Wilson mais uma vez salvou o time diante de um primário Boa Esporte. Apesar dos esforços de Eduardo Baptista, o elenco tem carências, e elas ficam evidentes a cada rodada. No Atlético, o esquema de jogo tem falhas que não foram corrigidas, e assim as derrotas acontecem sempre da mesma maneira – o Furacão sofreu gols de contra-ataque contra Palmeiras, Newell’s Old Boys, Atlético-MG, Cruzeiro e Fluminense. E o Paraná Clube passou longo tempo se abraçando em estatísticas para só contra o Grêmio perceber que o primeiro objetivo tem que ser não tomar gols.

Veja como está a tabela e a classificação da Segundona!

Que esta semana, de clássico e de jogo no Couto Pereira, sirva para que nossos times entrem para valer no Brasileirão. Que esqueçam os problemas e que pensem no que realmente importa: o futebol. Os torcedores agradecem.