O conselho deliberativo do Atlético se reúne hoje à noite para tratar novamente de Copa do Mundo. Nesta assembleia, o ex-presidente Mário Celso Petraglia, que preside a comissão da Copa do Mundo, será sabatinado em relação à maneira como ocorrerá o financiamento para bancar as obras, e quais garantias o clube terá de dar para ajudar na captação dos recursos.

O que o clube não quer é ter de alienar os bens já conquistados, como terreno do colégio e CT do Caju, além da própria área do estádio. Ao contrário do que a comissão pretendia – assumir com exclusividade a decisão de penhorar ou não os bens do Rubro-Negro -, isso terá de passar pelo crivo do conselho. Assim, na reunião de hoje, terão de ser detalhados os direitos e deveres da comissão, e o que ela poderá resolver sem consulta e o que ela só poderá encaminhar com permissão dos conselheiros.

A reunião deve ser toda em cima de temas da Copa do Mundo, embora o grupo opositor tenha manifestado desejo de debater também a atual gestão de Marcos Malucelli. Sem previsão de abertura de tempo para temas livres, a expectativa é de que Petraglia apresente novidades, o que justificaria o anúncio do ex-mandatário de que as obras iniciam na próxima segunda-feira, com festa e presença do governador Beto Richa.

Sob esta ótica, é necessário que hoje os conselheiros tomem conhecimento de que maneira será angariado o dinheiro que permitirá o início efetivo das obras. Ao que tudo indica, o que começa dia 3 de outubro é a terraplanagem do terreno anexo à Arena, possivelmente com recursos próprios do clube.

Hoje, o encontro, assim como já ocorreu nas assembleias anteriores para tratar do tema Copa do Mundo, deve se estender por horas. Um dos principais motivos que levam a reuniões extensas é justamente a falta de informações e decisões concretas. Até agora, passados dois meses da confirmação da comissão da Copa, nenhuma novidade efetiva foi apresentada em relação às obras no estádio. Nem mesmo o valor do investimento está claro ainda. A comissão atleticana declara que os custos giram em torno de R$ 184 milhões. Já o governo federal, em seu portal da transparência, trabalha com R$ 220 milhões.