De olho no bolso, no ponto extra e contando as moedas. É assim que o Paranavaí enfrenta hoje o Atlético, na Baixada. Afinal, a última rodada do Estadual é a que define em qual dos extremos proporcionados pelo regulamento do campeonato o Vermelhinho vai se encaixar.

Dependendo da combinação de resultados, o ACP pode ser condenado a praticamente repetir a caravana da pobreza de 2009 – embora dessa vez o Paranavaí tenha pelo menos o direito de jogar uma no Waldemiro Wagner.

No ano passado, ‘turnê do ACP’ custou cerca R$150 mil de prejuízo nos cofres do clube, já que todas as partidas foram fora de casa. Vítima de uma ‘maré de azar’, tudo piorou quando marginais invadiram o ônibus que transportava a delegação do Vermelhinho, que jantava em um restaurante de Curitiba. Diversos materiais esportivos foram furtados para a lamentação da diretoria.

Além da preocupação com a possibilidade de ver o Paranaense ‘encarecido’, outra questão pegou os diretores do ACP de surpresa. Após 6 dias de salários atrasados, os jogadores ameaçaram cruzar os braços durante um treinamento.

O diretor de futebol, Lourival Furquim, confirmou o atraso, mas afirmou: “Acontece. Eles (os jogadores) têm as contas pra pagar e família pra cuidar. Mas na tarde de sexta-feira já foi tudo acertado. Somos um clube que está acostumado a pagar o que deve e dessa vez não seria diferente”.

Uma combinação de resultados, no entanto, pode dar ao Paranavaí todos os privilégios. Basta vencer, além de torcer pelo tropeço do Iraty, para que fique na 2.ª posição.

De olho na possível classificação, Furquim afirma que os jogadores podem receber um ‘extra’ no caso de vitória. “A gente vai lutar por isso aí. O Atlético tem uma equipe fantástica, é uma das grandes equipes do futebol brasileiro e sabemos que é difícil. Mas vamos buscar o resultado”, ressaltou o diretor de futebol do ACP, que hoje terá apenas o desfalque de Didi, suspenso por ter recebido o terceiro amarelo.

Não custa sonhar