América-MG e Atlético-MG terminaram em 1 a 1 o primeiro dos dois duelos da final do Campeonato Mineiro, realizado neste domingo no Estádio Independência, em Belo Horizonte. Melhor para o time atleticano, que chegou à decisão invicto e, pela melhor campanha na competição, volta à mesma arena no próximo domingo precisando apenas empatar para ser campeão. Já o seu rival precisa vencer para conquistar o título.

E é o que a torcida alviverde mais quer, já que a última conquista do Estadual ocorreu há 11 anos, em cima do mesmo Atlético-MG, e o campeonato é considerado essencial para as comemorações do centenário do clube. Por outro lado, o Atlético-MG precisa do título para afastar as cobranças por ter sido eliminado pelo Goiás da Copa do Brasil em casa, na primeira partida que disputou no recém-inaugurado estádio.

Para a partida de volta, os dois técnicos vão ter que quebrar as cabeças para preencher as lacunas dos times. Além de contusões, que já deixaram de fora do jogo deste domingo os atleticanos Wesley, Neto Berola, Fillipe Soutto e Leandro Donizete, os cartões engrossaram a lista de desfalques. O atacante André, do time atleticano, e o volante Dudu e o meia Rodriguinho, da equipe americana, já estavam pendurados, levaram o terceiro amarelo e também estão fora da decisão.

O JOGO – Ao entrar em campo neste domingo, o América-MG deu a impressão de estar mais focado na partida e de que poderia dominar o jogo aproveitando a ressaca atleticana. O time mostrou bom toque de bola no meio de campo e conseguiu ter mais posse de bola no início do confronto. Mas, ainda com a eliminação da Copa do Brasil entalada na garganta e apesar de entrar fechado na defesa, foi o time atleticano quem rapidamente passou a sem impor e oferecer risco ao adversário.

O trabalho foi facilitado pela defesa desorganizada do América, que só não viu o Atlético sair na frente por causa da ótima atuação de Neneca. Como aos nove minutos, quando, após uma tabela entre Guilherme e Réver, o zagueiro ficou cara a cara na área com o arqueiro, que defendeu no reflexo.

Aos 33, o goleiro voltou a se destacar. Uma bola cruzada por Serginho na área sobrou para André. O atacante tentou com uma cabeceada encobrir Neneca, que conseguiu por para fora com a ponta dos dedos. Do outro lado do campo, o goleiro Giovanni só viu maior perigo aos 38 minutos, quando espalmou uma bomba de Moisés.

Quando entraram em campo para a segunda etapa, os dois times pareciam dispostos a fazer um jogo um pouco mais aberto e logo no início ambos tiveram boas chances de abrir o placar. Aos três minutos, Guilherme avançou pelo meio, bateu forte de longe e deu um susto em Neneca, mas a bola passou apenas próxima à trave pela direita. Um minuto depois, o ataque americano funcionou bem e Giovanni foi obrigado a espalmar para fora o chute cruzado de Alessandro.

Mas logo os times optaram pela cautela para evitar dar muito espaço para o adversário. O ritmo caiu e o torcedor viu poucas jogadas empolgantes. Isso até os 34 minutos, quando Réver desviou uma cobrança de escanteio na área alviverde e a bola sobrou para André, que precisou apenas encostar para vencer Neneca.

O gol acordou o América-MG, que passou a correr e se arriscar mais em campo. Até que, aos 48 minutos, Bruno Meneghel, que entrou no lugar de Alessandro, aproveitou a sobra após uma cobrança de escanteio e deixou tudo igual novamente. “Esse gol pôs a gente de novo na disputa”, comemorou Alessandro.