A dupla Atletiba está entre os clubes de melhor situação financeira do País. Em levantamento feito pelo Clube dos 13, e divulgado pela Folha de S. Paulo, Atlético e Coritiba estão ao lado de Corinthians e Santos como os mais "saudáveis" do momento. Tirando o Timão, que recebeu uma decisiva injeção de recursos da MSI, os outros três apostaram na valorização da prata da casa e na inevitabilidade das negociações para arrumar as contas. E Santos, Atlético e Coritiba têm outro ponto em comum nos anos 90, passaram por períodos de grave crise.

O Coritiba penou para se acertar. Depois de conquistar o título brasileiro, os problemas de caixa começaram a aparecer e chegaram ao ápice entre 93 e 94 quando o passe do então atacante (hoje técnico das categorias de base) Pachequinho acabou sendo penhorado por causa de dívidas com o IPTU. A partir das mudanças diretivas de 1995, quando o trio Joel Malucelli, Édson Mauad e Sérgio Prodsócimo assumiu o Coxa, a austeridade financeira começou a ser adotada.

Mesmo assim, o clube sofreu muito com as dívidas, que aumentaram após a desvalorização do real e com alguns investimentos malsucedidos. O valor das pendências chegou a 50 milhões de reais quando houve a renegociação, apesar dela, em algumas situações o Coritiba foi alvo de oficiais de Justiça penhorando rendas em nome de processos trabalhistas perdidos.

Com este panorama, o presidente Giovani Gionédis resolveu fazer alterações profundas. Começou com a redução drástica do quadro de funcionários, passou pela redefinição da estrutura administrativa e fechou com uma premissa básica de qualquer orçamento não se pode gastar mais do que se arrecada. Desta maneira, os investimentos no futebol e na infra-estrutura só aconteceram quando havia dinheiro. Ou quando havia parcerias, como na remodelação do Couto Pereira, que segue em andamento.

A adoção de uma política de valorização das categorias de base foi fundamental para o Coxa conseguir uma série de bons negócios começando com Alex, ainda em 1996, e chegando aos quase 4 milhões de dólares da negociação de Adriano com o Sevilla, no mês passado. Assim, o clube consegue se manter no azul, mesmo com as intempéries financeiras do futebol brasileiro e da economia.

Zagueiro

Ontem, surgiu a informação de que o zagueiro Daniel, ex-Atlético, que conseguiu seus direitos federativos na Justiça, interessaria ao Coritiba. A reportagem procurou o presidente Giovani Gionédis, mas o telefone celular dele estava desligado.