Foi um dia tenso nas relações entre Atlético e Coritiba – que vem sendo amistosas nos últimos tempos. Foi preciso um contato entre os presidentes Luiz Sallim Emed, do Furacão, e Rogério Portugal Bacellar, do Coxa, para resolver uma celeuma que quase virou crise às vésperas do primeiro Atletiba do ano, que acontece domingo (20), às 16h, na Arena. Por conta da divisão de ingressos, os dois clubes viveram um dia de reclamações e negociações. E que, no final das contas, não está completamente resolvido.

Na manhã desta quarta (16), o Coritiba, pela sua conta no Twitter, protestou contra a carga de ingressos disponibilizada para a torcida alviverde. Apenas 1.700 foram repassados pelo Furacão para a comercialização, que é menos do que 10% da capacidade do estádio atleticano.

Em tom de ameaça, a nota informava que, se fosse necessário, iria fazer valer o artigo 80 do Regulamento Geral das Competições da CBF. Esse artigo diz que o clube visitante terá o direito de adquirir, com pagamento prévio, a quantidade máxima de ingressos correspondente a 10% da capacidade do estádio ou da capacidade permitida pelos organismos de segurança. Quer dizer: se os 1.700 ingressos fossem vendidos, o clube exigiria do rival o restante que tem direito.

O assunto agitou a cidade e obrigou o Atlético a agir. Quem tomou a frente das conversas foi o presidente Sallim Emed. Segundo ele, houve um desencontro de informações, pois a quantidade repassada ao rival se deve ao número total de ingressos disponibilizados à venda pelo Rubro-Negro e não ao total de capacidade da Arena.

“Foi uma interpretação equivocada. O Coritiba considerou os 40 mil lugares e aí 10% seriam quatro mil lugares. Só que são 10% dos ingressos colocados à venda, o que dá em torno de 1700, 1800 lugares. Os demais lugares são dos sócios do clube e eu não posso tirar um lugar de um sócio e colocar à venda. Mas o presidente (do Coritiba, Rogério Bacellar) me ligou, explicamos o que aconteceu e aí já adequamos tudo”, ressaltou Sallim, em entrevista exclusiva à Tribuna.

Quando se imaginava que a turbulência tinha terminado, o presidente do Coritiba voltou à carga. “Nós não estamos satisfeitos. O presidente Sallim disse que os 10% dos ingressos se referem aos ingressos vendidos, mas o regulamento fala da capacidade do estádio. Mas se eles querem pensar assim, quando acontece o jogo no Couto vamos agir da mesma forma”, atirou Bacellar, em entrevista à rádio Transamérica. O bafafá se estenderá, então, para os próximos Atletibas da temporada.