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Já virou ‘tradição’. Sempre que o Atletiba se aproxima, Atlético e Coritiba se preparam de maneiras diferentes. E para o duelo do domingo (20), às 16h, na Arena da Baixada, não poderia ser diferente. Enquanto o Furacão vem animado no comando de Paulo Autuori e com uma goleada em cima do PSTC, o Coxa, após esboçar uma evolução, perdeu para o J. Malucelli, não vem bem no Paranaense e vê um clima instável rondar o clube.

Uma vitória em cima do maior rival não só garante o Rubro-Negro entre os três primeiros colocados da primeira fase do Estadual, como também dará mais moral para este começo de trabalho do novo treinador. Ao mesmo tempo, o Alviverde precisa ganhar para não se complicar na classificação, correndo o risco de perder a vantagem de decidir uma vaga nas próximas fases em casa, e também evitar que o ambiente se torne uma panela de pressão.

Mas um clássico sempre é visto como a oportunidade ideal de se dar a volta por cima. Talvez seja neste aspecto que o Coritiba se agarre. Uma vitória em cima do Atlético, na casa do rival, poderia reverter toda a situação e ser o início da nova reabilitação. E aí entra um outro aspecto que pode movimentar o Atletiba.

Restam ainda mais cinco dias para o tão esperado confronto. Até lá, o Furacão tem pela frente uma desgastante viagem até Pelotas (RS), onde encara o Brasil de Pelotas, nesta quinta (17), na estreia na Copa do Brasil. Se voltar para Curitiba com uma vitória, a confiança será ainda maior para pegar o Coritiba. Mas, um resultado ruim, também pode colocar uma pressão nos atleticanos, que já viveram nesta temporada um momento turbulento, que gerou a demissão do técnico Cristóvão Borges.

Por outro lado, o Coxa terá a semana inteira para trabalhar e focar apenas no clássico. Tempo para que Gilson Kleina possa corrigir os erros apresentados na derrota por 1×0 para o Jotinha, e também para recuperar alguns atletas. Caso do atacante Kléber, que já tratou uma lesão muscular e pode ser a grande novidade da equipe alviverde.

Na verdade, quando chega a semana de clássico, todos os lados descartam o favoritismo. Tanto que o técnico do Furacão, Paulo Autuori, já afirmou que em duelos de rivais momento e confiança não significam quase nada. “Está mais do que provado no futebol que em clássico você perde qualquer possibilidade de favoritismo. Em relação ao clássico, a pressão, isso é uma vulgaridade do futebol brasileiro. O momento é importante. Se a equipe está bem, está confiante, ajuda, agora um clássico minimiza isso, a rivalidade fala mais alto”, disse o treinador.

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