O Atlético encara o Flamengo amanhã, às 18h, em Macaé (RJ), em um confronto familiar. De um lado, o pai Antônio Lopes comandando o Furacão; do outro, Antônio Lopes Júnior, que é auxiliar de Vanderlei Luxemburgo, com quem trabalha desde outubro do ano passado.

Lopes e o filho trabalharam juntos no Coritiba entre 2004 e 2005, onde, após a saída do Delegado, Júnior ficou interinamente por três partidas e também no próprio Furacão, em 2009 e 2010.

O treinador rubro-negro não quer saber de muita conversa com Júnior antes do confronto e brinca que a recíproca será verdadeira. No momento do jogo é como se pai e filho fossem dois estranhos.

“Na hora do pega pra capar ele não é meu filho, é meu adversário. E não tem nada disso. Lógico que ele vai fazer a mesma coisa. Tenha certeza que ele não vai me considerar como pai, mas como adversário e a mesma coisa eu vou fazer”, disse aos risos, Lopes.

Mas a lista de reencontros não para por aí. Lopes também vai rever seu ex-comandado Ronaldinho Gaúcho, que fez parte do elenco que conquistou a Copa do Mundo de 2002 – edição em que o treinador era coordenador técnico da Seleção Brasileira.

O camisa 10 do Flamengo é motivo de preocupação para o Delegado, que conhece bem a qualidade do adversário. No hall de preocupações entra ainda Thiago Neves.

“São jogadores excepcionais. O Ronaldinho eu conheço muito bem e sei o jogador que é. Vamos ter cuidado especial com ele e com Thiago. Mas tem que ter cuidado com o todo, porque o Flamengo é um time excepcional. Tem que ter preocupação com ele, ficar atento, mas com os outros também”, reforçou Lopes.

Mesmo apostando em um jogo muito difícil, o Delegado mantém otimismo para superar o Rubro-Negro carioca e voltar de Macaé com um bom resultado na bagagem.

“O Flamengo é muito bom, um dos primeiros colocados e vai ser uma parada difícil. Mas vamos lá fazer nosso trabalho para tentar ganhar o jogo”, disse Lopes. A tática para incendiar o elenco atleticano é fazer o grupo enxergar e focar jogo a jogo, enfrentando cada rodada como se fosse a última e decisiva para que os jogadores não percam o otimismo e se abalem pela situação delicada de ainda estar na zona de rebaixamento.

“É jogo a jogo! Já passei para eles, para botar na cabeça que todo jogo é uma decisão e motivar os caras bastante. Eles têm que pensar que é o último jogo, aquele jogo das nossas vidas, de decisão para entrar com espírito guerreiro e com aquela vontade”, frisou Antônio Lopes.