O técnico Antônio Lopes assumiu oficialmente o Atlético contra o Cruzeiro em 5 de agosto. Antes, havia assistido das arquibancadas do estádio do Café, em Londrina, o confronto com o Fluminense, no qual o rubro-negro saiu vencedor e foi dirigido interinamente por Riva Carli, profissional responsável pelo condicionamento físico no clube.

Apesar da vitória, o Atlético vivia em um período de grande instabilidade, com resultados ruins na Arena e fora dela. Também havia problemas de relacionamento entre os atletas que inclusive culminaram no afastamento de alguns do elenco principal pela direção rubro-negra.

O índice de aprovação do Delegado como novo treinador do Furacão também não era dos melhores junto ao torcedor, principalmente devido à passagem em 2007. Mas como trabalho demais nunca incomodou o experiente técnico, em pouco tempo ele deu uma nova personalidade ao então abatido Atlético. E os resultados voltaram a aparecer.

Em cinco jogos, a equipe vermelha e preta conquistou quatro vitórias e sofreu uma derrota. Aproveitamento de 80%. A equipe só não correspondeu contra o Vitória/BA porque errou no posicionamento defensivo que é muito treinado e tornou-se característica do time na nova “Era Lopes”.

No entanto, o Furacão foi perfeito contra Cruzeiro no Mineirão e São Paulo na Arena, as melhores apresentações no Brasileirão fora e dentro de casa respectivamente.

Os resultados positivos em sequência animaram os jogadores e conseqüentemente a torcida que voltou a acreditar no potencial da equipe que é formada por jovens da base comandados pelos rodados Paulo Baier, Marcinho e agora Alex Mineiro.

O objetivo principal do clube continua sendo somar pontos para se livrar do risco de rebaixamento. Mas caso os bons resultados continuem, em breve, o plano pode ser revisado. Conforme o capitão Paulo Baier, quando faltar entre oito e dez rodadas ficará melhor delineado o caminho que cada equipe irá buscar na competição.

Como historicamente o Furacão realiza um segundo turno melhor que o primeiro, a expectativa de crescimento na tabela está mais viva do que nunca na cabeça do torcedor.

A euforia também se baseia nos números alcançados pelo Delegado desde sua chegada. A equipe marcou 8 gols e sofreu apenas dois em cinco partidas. Média de 1,6 gol assinalado por jogo e 0,4 sofrido.

Nos 16 confrontos anteriores, pré-Antônio Lopes, o Atlético teve que buscar a bola em sua rede por 29 vezes média de 1,8 gol por jogo. Índice que colocou o time da Baixada entre as piores defesas da competição. Em contrapartida, a equipe fez a alegria do torcedor somente em 15 oportunidades nos mesmos 16 jogos.

A partir desses dados constata-se que sob a direção do Delegado o ataque teve a média quase duplicada e a defesa deixou de levar gols, com a média caindo cerca de quatro vezes.

O fator Lopes deu equilíbrio ao Atlético e a prova está nos números. Caso o estilo do Delegado e suas improvisações se encaixem ao time até o fim da temporada, certamente o Furacão poderá aspirar melhores posições no campeonato em vez de apenas lutar contra a zona da degola.