Na semana em que comemorou seu aniversário de 90 anos, o Atlético, pelo menos em campo, decepcionou duas vezes seu torcedor. Depois da derrota no meio de semana para o Vélez Sarsfield por 3×1, pela Libertadores, o público restrito que compareceu no evento-teste da Arena da Baixada, anteontem, não gostou do que viu em campo. Apesar de aprovada a logística do primeiro jogo do reformulado estádio atleticano, o Furacão não jogou bem, empatou sem gols diante do J. Malucelli e saiu vaiado de campo. Assim, o primeiro gol do novo caldeirão deverá sair em um amistoso que será realizado em maio, quando acontece o último teste antes da Copa do Mundo.

Diante da reabertura da Arena depois de 846 dias, o jogo em si, por alguns momentos, ficou em segundo plano, já que torcedores não paravam de comentar os detalhes e de tirar fotos do remodelado Joaquim Américo. A novidade do jogo contra o Jotinha ficou por conta da escalação do atacante Adriano, pela primeira vez entre os titulares. O Imperador foi atração a parte na partida e causava diversas reações quando tocava na bola. O jogador ficou em campo 61 minutos.

Na etapa inicial, quando o técnico Miguel Ángel Portugal utilizou o time titular, com exceção do zagueiro Manoel, do armador Felipe e do atacante Douglas Coutinho, a primeira chance foi do J. Malucelli, mas Weverton evitou o gol de Bruno Batata. Na sequência, o Furacão criou a primeira oportunidade de marcar com Adriano. Depois do cruzamento de Sueliton, o Imperador subiu mais que a zaga do Jotinha, mas a cabeçada saiu por pouco. Pouco inspirado, o Rubro-Negro não conseguiu furar o bloqueio defensivo do time do Barigui e passou em branco nos primeiros 45 minutos de partida.

Com algumas alterações, o Atlético voltou modificado para a etapa final do amistoso. Permaneceram em campo somente o lateral-esquerdo Natanael, o zagueiro Dráusio e os atacantes Marcelo e Adriano. Os dois últimos permaneceram mais tempo em campo para adquirir mais ritmo de jogo, já que ambos foram liberados recentemente pelo departamento médico. Com mais movimentação, o Furacão criou boas chances de marcar. A principal oportunidade veio com Marcelo, mas o camisa 7, na cara do gol, bateu mal.

A falta de produtividade do time atleticano irritou a torcida, que por alguns momentos esqueceu a volta à Arena da Baixada e ensaiou as primeiras vaias aos 15 minutos do segundo tempo. O panorama da partida pouco mudou e o empate sem gols contra o Jotinha marcou o reencontro da torcida rubro-negra com a sua verdadeira casa. Ao apito final do árbitro, o time atleticano deixou pela primeira vez o gramado vaiado.

Entretanto, o alvo principal da torcida foi Portugal, que teve a sua saída gritada em coro pelos dez mil espectadores que compareceram ao jogo. Entretanto, mudanças não deverão ocorrer, pelo menos até o dia 8 de abril, quando o Atlético enfrenta o The Strongest, na Bolívia, valendo a classificação para a próxima fase da Libertadores. Um tropeço contra os bolivianos deve custar o cargo do treinador.