Há exatamente um ano terminou o contrato de patrocínio que o Atlético mantinha com a empresa japonesa Kyocera, o qual rendeu ao clube aproximadamente R$ 10 milhões por três anos de contrato.

Conforme a negociação, a Kyocera batizou a Arena com seu nome – inaugurando no Brasil o conceito de naming rights – e tornou-se a patrocinadora master da camisa do time.

Desde a saída da empresa japonesa, o Furacão permanece sem patrocínio na camisa, no estádio e também no CT, que chegou a ser estudado. E não atrelar a marca Atlético a alguma grife empresarial poderosa é uma perda para o clube, já que o patrocínio hoje é uma das grandes fontes de receita no mundo do futebol.

Apesar da procura e dos contatos, não há patrocinador em vias de acerto. Apenas conversações. No entanto, essa situação pode mudar nas próximas duas semanas.

“Estamos analisando e poderemos ter novidades em até 15 dias”, disse Henrique Gaede, que assumiu a responsabilidade de encontrar um novo parceiro para o Furacão.

Segundo ele, o clube recebeu diversas propostas, mas não condizentes com a marca Atlético. “Há uma flexibilização por causa da crise econômica mundial, mas não vamos sucatear nossa marca”, explicou, para completar que o Furacão negocia com valores entre R$ 4 e R$ 8 milhões por ano.

Gaede comentou que a novidade nesta temporada será a estratificação do patrocínio. Isso significa que o clube poderá negociar parceria para cada competição que vier a participar.

“Excepcionalmente para 2009 faremos essa individualização. Somente para 2010 que haverá um planejamento mais abrangente, contando com o patrocínio master para a camisa e envolvendo naming rights para o estádio e CT”, afirmou Gaede.

A Copa do Mundo de 2014 será um trunfo para valorizar ainda mais a marca do Furacão, porém o fechamento de um acordo no momento não está atrelado a isso, conforme comentou o presidente Marcos Malucelli.

“Se tivesse um patrocinador querendo fechar com o Atlético agora (dentro dos valores solicitados), aceitaríamos. Não tem nada atrelado com a Copa do Mundo”, comentou Malucelli, ressaltando que o eixo Rio-São Paulo detém o predomínio dos investimentos no ramo esportivo.

Numa recente reportagem do site Uol foi divulgado que apenas quatro clubes que integram a Série A do Brasileirão estão sem patrocinadores, dentre eles o Furacão. Os demais são Atlético Mineiro, Vitória e Cruzeiro. Porém os dois últimos estão próximos de acerto.