Pode beirar à “teoria da conspiração”, mas o questionamento existe. Por que o atacante Rafael Moura ainda não foi julgado pelas duas expulsões que sofreu diante de Iraty e Paranavaí?

A primeira exclusão aconteceu há mais de um mês e jogadores que foram punidos com cartão vermelho em períodos posteriores já foram julgados, como o próprio zagueiro Rhodolfo, expulso em 7 de março e absolvido
na semana passada.

A reincidência de Rafael é um detalhe que preocupa o atleta e também o departamento jurídico do clube, pois pela tabela do campeonato, ele poderá ser afastado de um jogo importante na sequência. O próprio camisa 9 disse estranhar a situação.

O TJD divulgou a pauta de sessões para a semana que vem e o artilheiro será julgado na terça-feira (dia 7), quase 40 dias após o fato. Rafael e Diogo foram expulsos em 1.º de março, no jogo envolvendo Atlético e Iraty, na Arena.

Consequentemente, o julgamento seguinte de Rafael Moura ocorrerá nas próximas semanas e, por ser reincidente, ele poderá ser penalizado e ficar fora dos clássicos (contra Paraná e/ou Coritiba), uma grande perda para o Atlético na reta final de competição.

Rivalidade

Esse atraso nos julgamentos dá margem a interpretações maldosas, principalmente pela recente disputa entre Atlético e TJD, pois o clube questionou a decisão do tribunal paranaense no STJD, no caso do supermando, e saiu vencedor.

Retaliação?

Para o advogado atleticano Domingos Moro apenas uma coincidência, mas que preocupa, pois o jogador já poderia ter sido julgado e, em caso de suspensão, tê-la cumprido ainda na primeira fase do campeonato, sem maiores danos para o clube que disputa agora partidas decisivas. Moro informou que tem monitorado as pautas e que esse atraso pode ocasionar problemas sérios mais adiante.

Conforme o advogado, não foi explicado o motivo de tanta demora para a marcação do julgamento. Mas a reportagem apurou que ela aconteceu porque o TJD gostaria de ter acesso as imagens da expulsão de Rafael Moura.

Fato que causa estranheza pois raramente esse artifício é utilizado no tribunal paranaense e, mesmo assim, as imagens estão disponíveis através da emissora que detém os direitos de transmissão do campeonato e poderiam ter sido obtidas em curto período de tempo. Outra estranheza é que geralmente quem recorre às imagens é a defesa.