Muito o que comemorar. Assim foi o dia de ontem para o Atlético, que foi muito reverenciado pelos seus 85 anos de história em diversas solenidades pela cidade. Houve missa na Praça Afonso Botelho, comemoração com samba e bolo de aniversário na Boca Maldita e, à noite, jantar em Santa Felicidade, com mais de 2 mil pessoas presentes. Além disso, muitos torcedores fizeram questão de sair às ruas de vermelho e preto, demonstrando o seu amor pelo clube.

Mas no aspecto futebol, a decisão mais comemorada foi fora de Curitiba, precisamente no Rio de Janeiro. Lá, na sede do STJD, o Atlético teve o seu recurso acatado pelo tribunal e terá direito ao supermando na fase decisiva do Paranaense.

Desta maneira, o Furacão fará todos os sete jogos na Arena, com direito à renda e todo o apoio de seu torcedor. Além disso, conquistou em campo os dois pontos de bonificação referentes a melhor campanha na fase classificatória.

A vitória no STJD foi o grande presente de aniversário para o clube. A batalha no tribunal contou com discussões ásperas, mas o resultado de 8 votos contra 1, no pleno, foi mais uma goleada do Furacão.

O advogado Domingos Moro comentou que a decisão serviu “para uma valorização do direito desportivo no sentido de um alerta aos clubes e entidades para terem cuidado ao elaborar o regulamento. Aquilo que é escrito tem que ser validado”, afirmou.

O presidente do Atlético, Marcos Malucelli, também se mostrou contente com a decisão. “Nossa tese foi aceita e nem poderia ser diferente, ter outra interpretação. Foi feito justiça. É lamentável que o TJD do Paraná tenha, mais uma vez, a sua decisão reformada pelo pleno do STJD”, disse.

Vale lembrar que essa supervantagem obtida pelo Atlético poderia ter sido evitada se o bom senso tivesse prevalecido. Há algumas semanas o Rubro-Negro ofereceu proposta à Futpar para que a tabela fosse revista e que o clube realizasse quatro mandos na Arena e três fora.

Na sugestão, o jogo contra o 2.º colocado seria em sua praça esportiva. A Futpar acatou, mas a reunião não teve muito respaldo. Assim a FPF não quis bancar a mudança e deixou o caso seguir para o STJD.

“Lamento muito que a FPF e demais clubes que não participaram da reunião da Futpar não tenham aderido à proposta do Atlético. Isso poderia ter sido resolvido de maneira diferente. A Federação poderia ter encampado a nossa sugestão. Estive pessoalmente na FPF colocando que o Atlético não estava legislando em causa própria. Faltou um pouco de iniciativa e boa vontade da nossa Federação”, comentou Malucelli.

Com a conquista do supermando, o presidente do Furacão não acredita que jogar em casa todas as partidas será a grande vantagem dessa 2.ª fase, em razão do efeito cascata prevalecer também para o rival Coritiba.

“Os 7 jogos na Arena não aumentam a responsabilidade de título. O Coritiba fará seis e assim por diante. A maior vantagem são os dois pontos extras”, acredita. O primeiro adversário do Rubro-Negro será o J. Malucelli, na Arena, no domingo.