Preparador físico voltou
ontem ao clube e ontem começou
a trabalhar o fôlego da equipe.

Ainda vai demorar dois meses para o elenco do Atlético ficar na ponta dos cascos, mas nos próximos dias os jogadores já sentirão o estilo do preparador físico Riva de Carli.

Não vai ter refresco para ninguém. Todos terão que trabalhar em quatro períodos no CT do Caju para retomar o fôlego perdido e evitar tantas contusões seguidas. É a famosa "serra elétrica" da nova comissão técnica que está sendo (re) montada no rubro-negro. Apesar da expectativa por resultados imediatos, ele alerta que o trabalho é para longo prazo.

"Eu vim aqui para compor uma equipe, trabalhar com os atletas e efetivar um planejamento em que não se pense somente no momento, mas para toda temporada de 2005 e preparando para 2006", aponta. A lanterna no campeonato brasileiro e a crise técnica não assustam Riva. "Em 1998 a situação era mais delicada. Não tinha estádio, éramos 24.º, faltavam apenas dez jogos e demos uma grande arrancada para a 8.ª colocação", compara.

Com esse otimismo, ele assume a preparação física, mas já detectou que os jogadores estão nos mais variados estágios de preparação. "Alguns atletas não têm ritmo de jogo. Outro ponto é a parte psicológica, que afeta muito a capacidade dentro de campo em virtude das exigências e da autocobrança", analisa. Por isso, uma espécie de intertemporada já está planejada para ser deflagrada nos próximos dias.

Caso o Atlético não se classifique na Copa Libertadores da América, segunda-feira começam os trabalhos no CT. "Vamos individualizar os treinamentos e buscando sempre um maior volume e uma maior intensidade de trabalho e tendo sempre aquela seqüência", antecipa. Caso o time siga adiante no torneio internacional, esse trabalho terá início após a partida contra o Figueirense, dia 5 de junho. A meta é começar a adaptar os jogadores à nova comissão técnica. Além de Riva, um treinador deverá vir, provavelmente Geninho, a partir de julho.

O que os jogadores deverão estranhar será justamente essa intensidade. Nada mais, nada menos do que quatro períodos: 7h, 10h, 16h e à noite. "Vamos abordar no início do dia trabalhos neuromusculares, como força, flexibilidade e velocidade. Na segunda parte, resistência especial e à tarde, a parte anaeróbica (corridas). À noite, integrado com o departamento médico, com massoterapia (técnicas holísticas), para fazer uma regeneração do atleta para que ele suporte todas as cargas de treinamento" finaliza Riva.

Mesmo gessado, avante Aloísio viaja para Assunção

O Atlético embarca hoje para Assunção tentando fazer da classificação para as quartas-de-final da Copa Libertadores da América um ponto de honra. Lanterna do campeonato brasileiro, o time quer separar as competições e pensar somente no Cerro Porteño, adversário de quinta-feira, às 18h15, no Estádio La Olla. Apesar de poder jogar pelo empate, o time segue com vários problemas e pode até ficar com o banco incompleto na partida contra o "El Ciclón".

No embarque de hoje, o treinador Borba Filho não poderá contar com vários jogadores. "Vão estar à disposição contra o Cerro aqueles que estão registrados. Nós temos pelo menos cinco que não podem participar e 20 é o mínimo para se fazer uma viagem internacional e escolher 18 na hora do jogo", destaca.

A grande surpresa na delegação será a presença do atacante Aloísio. Mesmo com gesso na mão esquerda (devido a uma fratura) ele seguirá com a delegação e será avaliado para ver se poderá jogar na quinta. Os atacantes Jorge Henrique e Maciel (machucados) e Dênis Marques (suspenso) ficam em Curitiba. O meia Fernandinho, convocado para seleção sub-20 e também machucado, além do terceiro goleiro (Vinícius) não viajam.