Depois de 11 anos, Atlético-MG e América-MG voltam a fazer a final do Campeonato Mineiro. A primeira partida da decisão acontece neste domingo, a partir das 16 horas, em Belo Horizonte, no recém-inaugurado Estádio Independência, que passou por uma longa e grande reforma.

O Atlético-MG entra em campo disposto a apagar da memória a eliminação da Copa do Brasil, ocorrida na última quinta-feira, diante do Goiás, no mesmo Independência. Já o América-MG espera repetir o triunfo da última final que disputou, em 2001, sobre o mesmo rival, para coroar o centenário do clube, comemorado neste ano.

Ainda invicto no Campeonato Mineiro – empatou duas vezes e ganhou dez -, o Atlético-MG tem chance de repetir o feito de 1976, quando conquistou o título estadual sem derrotas. Por conta dessa boa campanha, o time atleticano joga por dois resultados iguais na final.

Assim, a missão do América-MG parece mais ingrata. Apesar da moral alta após eliminar o Cruzeiro na semifinal, o desafio de quebrar a invencibilidade atleticana é maior porque o time jogará sob a pressão da torcida adversária, que teve quase o dobro de ingressos disponibilizados para os dois jogos.

Para complicar, o técnico do América-MG, Givanildo Oliveira, que já não podia contar com o lateral Pará por causa de contusão, pode perder também o zagueiro Everton Luiz. Ele sentiu dores, deu lugar ao jovem Lula durante os treinos da semana e ainda não está confirmado. Por outro lado, o goleiro Neneca, que era dúvida por causa de uma pancada no nariz, foi liberado para o jogo.

Sob este ponto de vista, a situação do Atlético-MG é mais preocupante. Além de Wesley e Fillipe Soutto, que já estavam contundidos, o atacante Neto Berola sofreu fratura na bacia no jogo contra o Goiás e ainda não tem previsão de quando voltará a atuar. Já o volante Leandro Donizete sente dores na perna e também foi vetado.