A diretoria do Atlético-MG anunciou ontem a dispensa do zagueiro Nem e do volante Cleison, como a primeira de uma série de medidas que visam afastar do grupo ou enquadrar jogadores considerados “problemáticos”. A dispensa dos atletas foi decidida durante reunião entre o presidente licenciado do Conselho Deliberativo, Alexandre Kalil, a comissão técnica e os jogadores, no CT de Vespasiano. Nem e Cleison não participaram da reunião e deverão rescindir amanhã os seus contratos.

O fraco desempenho do time na derrota por 2 a 0 para o São Caetano, no último sábado, pelo campeonato brasileiro, motivou a implantação da “linha dura” no Galo. Os dirigentes atleticanos decidiram isentar o técnico Celso Roth pelos últimos maus resultados da equipe e optaram por mantê-lo no cargo. No último final de semana, eles levantaram a suspeita de que alguns atletas não teriam se empenhado na partida realizada no ABC paulista.

Kalil disse que outros jogadores podem ser dispensados. O dirigente não quis confirmar se a dispensa de Nem estaria relacionada com a suposta assídua vida noturna do zagueiro. “Com o Nem há problemas disciplinares e de comportamento fora do campo”, justificou.

Segundo Kalil, Cleison já havia manifestado em diversas oportunidades a vontade de deixar o clube. “Estou dando agora a oportunidade dele ir embora”.

Guilherme

“O momento agora é dos jogadores ouvirem as críticas e assimilarem as críticas”, disse, resignado, o atacante Guilherme, cujo nome chegou a freqüentar as especulações sobre a lista de dispensa no clube.

Mas o atacante não escapou de receber um alerta do presidente do Conselho. “Aqui no Atlético é o seguinte: jogador que a gente acha que tem de sair, a gente não espera não. A gente acha que não deve ficar no grupo, vai embora. Não é o caso do Guilherme ainda não. Ainda não é não”, ressaltou.

Além da dispensa de Nem e Cleison, a diretoria alvinegra decidiu aumentar o rigor em relação a viagens e concentrações, que foram antecipadas para as quartas-feiras quando o time for jogar no sábado e para as quintas-feiras, no caso de a equipe jogar aos domingos. Nas partidas realizadas fora da capital mineira, os jogadores serão obrigados a retornar com a delegação para Belo Horizonte.

Kalil disse que ele ou o presidente do clube, Ricardo Guimarães farão parte da delegação alvinegra nas viagens. O objetivo é acompanhar de perto o comportamento dos atletas. Ele anunciou também que o Galo passará mandar seus jogos o estádio Independência.